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Entidades repudiam invasão de indígenas ao terminal da Cargill no Pará

Entidades rejeitam invasão ao terminal da Cargill em Santarém, com operações interrompidas e risco de desabastecimento de gás e combustíveis

Barcos próximos ao terminal da empresa Cargill, em Santarém
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  • Abiove e outras quatro entidades do setor repudiaram a invasão do terminal da Cargill em Santarém (PA), ocorrida na madrugada de sábado 21, pedindo o restabelecimento imediato das operações.
  • O documento cita vandalismo, danos a equipamentos e ameaça à integridade de trabalhadores, além da restrição de atividades.
  • O terminal movimentou mais de 5,5 milhões de toneladas de soja e milho em 2025, representando mais de 70% dos grãos embarcados no porto paraense.
  • A Cargill informou que as operações ficaram totalmente interrompidas e que há fortes evidências de vandalismo; a prioridade é a segurança de funcionários e da comunidade.
  • A Faepa também divulgou nota de repúdio; os protestos começaram em 22 de janeiro com bloqueio de acessos pelo Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns (Cita), com disputas judiciais sobre a desocupação.

A invasão e ocupação do terminal portuário da Cargill em Santarém (PA) foram repudiadas neste domingo (22) por Abiove e outras quatro entidades do setor. O episódio ocorreu na madrugada de sábado (21) e levou à paralisação total das operações no local, segundo as organizações.

Conforme as entidades, houve vandalismo, destruição de equipamentos e danos a estruturas operacionais, com ameaças a trabalhadores e restrição de liberdade sob risco à integridade física. O documento conjunto afirma que ocupação irregular e interrupção de atividades não podem ser justificadas por reivindicações.

A Cargill informou que as operações foram completamente interrompidas e que há fortes evidências de vandalismo no terminal. A prioridade da empresa é a segurança de funcionários, manifestantes e da comunidade local. Entidades associadas alertam para risco de desabastecimento de gás, combustível para transporte público, aeroportos e hospitais.

Contexto e posição das partes

O terminal de Santarém movimentou mais de 5,5 milhões de toneladas de soja e milho em 2025, equivalente a mais de 70% dos grãos embarcados no porto paraense. Além de Abiove, assinam o manifesto Abani, ABTP, Amport e IBP; a Faepa também divulgou nota de repúdio em apoio à Cargill.

O texto conjunto reforça que a paralisação representa risco significativo aos serviços essenciais. O documento solicita o restabelecimento imediato da posse e do funcionamento do terminal, bem como a proteção de trabalhadores e a pacificação do ambiente para perícias técnicas.

A Faepa aponta que as reivindicações envolvem competências do Governo Federal e manifesta solidariedade à empresa e às famílias dependentes de suas operações. Em paralelo, o histórico mostra disputa ligada ao Decreto nº 12.600, de 2025, que incluiu rios Madei ra, Tocantins e Tapajós no Programa Nacional de Desestatização, tema alvo de protestos e de tentativas de diálogo com autoridades federais.

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