- O governo planeja acabar com a escala 6×1, propondo no máximo 5×2 e a redução da jornada para 40 horas semanais sem redução de salário.
- A aprovação da PEC da Segurança Pública é prioridade para criar um Ministério da Segurança Pública, com atribuições definidas por lei.
- Sobre trabalhadores de aplicativos, o governo defende taxas fixas a serem repassadas às empresas para não prejudicar os entregadores e motoristas; há grupo de trabalho para propostas de regulação.
- Boulos retorna a Brasília para reuniões com lideranças indígenas do Pará sobre o Decreto nº 12.600, que inclui hidrovias no Programa Nacional de Desestatização, alvo de protestos em Santarém.
- A decisão sobre revogar o decreto depende de debate com outros ministérios, segundo o ministro.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que encerrar a escala 6×1 é uma das principais diretrizes do governo neste ano. Conforme ele, a proposta é reduzir para no máximo 5×2, garantindo dois dias de descanso semanais e a jornada de 40 horas sem redução de salário. A declaração ocorreu na estreia do programa Alô Alô Brasil, na Rádio Nacional, da EBC.
Boulos reforçou que há resistência de empresários, mas citou avanços históricos do país, como salário mínimo, 13º salário e férias remuneradas, para ilustrar que mudanças de proteção aos trabalhadores já ocorreram sem ruir a economia. O ministro destacou que o tema é defendido também pelo presidente Lula.
PEC da Segurança e mudanças no aparato federal
Segundo o ministro, aprovar a PEC da Segurança Pública é prioridade para viabilizar a criação de um Ministério da Segurança Pública com atribuições definidas por lei. A iniciativa visa consolidar ações de combate ao crime organizado. Em paralelo, Boulos mencionou avanços na garantia de direitos de trabalhadores de aplicativos de transporte.
Ele afirmou ainda que é necessário estabelecer regras fixas de repasse às empresas que operam apps, para assegurar remuneração justa aos trabalhadores. A cobrança de percentuais está entre as propostas discutidas. O tema também foi citado como objeto de estudo de um grupo de trabalho criado no fim de 2025 para regular a atividade.
Hidrovias e o debate ambiental
Durante entrevista, o ministro informou que retorna a Brasília para tratar de apoio indígena às hidrovias dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós, previstas no Decreto nº 12.600, questionado por lideranças do Pará. Na semana passada, representantes do Cita ocuparam a sede da Cargill em Santarém, pedindo a revogação do decreto por impactos ambientais e na soberania alimentar.
Boulos apontou que defender a pauta indígena é prioridade do governo e sinalizou que há possibilidade de avanços nesse tema. Sobre medidas efetivas, ressaltou que qualquer decisão precisa passar por diálogo com outros ministérios envolvidos na elaboração do decreto.
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