- O Ministério Público Eleitoral cobra da Câmara Municipal de Aracoiaba o afastamento do prefeito Wellington Silva de Oliveira, o Edim (PP), por condenação criminal por estelionato transitada em julgado.
- Edim é irmão e sócio da empresa que gere a carreira do cantor Wesley Safadão e teve direitos políticos suspensos; foi condenado a 2 anos, 4 meses e 15 dias de reclusão em 2024.
- A Presidência da Câmara informou que Edim será afastado e que a vice-prefeita Selma Bezerra (PSB) assume o cargo.
- O Superior Tribunal de Justiça já havia ratificado a perda de mandado em casos de condenação criminal, e o Tribunal Superior Eleitoral diz que, após diplomação, a saída do prefeito é competência da Câmara.
- O presidente da Câmara, Pedro Campêlo (PP), confirmou que acatará a cobrança do Ministério Público e que Edim deve ser afastado ainda nesta segunda-feira.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) do Ceará cobrou à Câmara Municipal de Aracoiaba a retirada do mandato do prefeito Wellington Silva de Oliveira, o Edim (PP). A condenação criminal por estelionato, com trânsito em julgado em 12 de dezembro de 2024, aciona a perda dos direitos políticos. Edim é irmão e sócio da empresa que gerencia a carreira do cantor Wesley Safadão.
O MPE afirma que a perda do cargo é automática após a condenação. A corte superior já ratificou esse entendimento. Edim foi condenado em 2024 a 2 anos, 4 meses e 15 dias de reclusão, além de multa.
A Presidência da Câmara informou ao UOL que Edim deverá ser afastado. A vice-prefeita Selma Bezerra (PSB) assumirá o cargo. O presidente do Legislativo é Pedro Campêlo (PP), que confirmou a aceitação da cobrança do MPE.
Segundo o TSE, a diplomação define que a saída de prefeito depende do presidente da Câmara. Com o afastamento, Selma Bezerra assume temporariamente. A medida está prevista para ocorrer nesta segunda-feira, 23 de fevereiro, conforme o MPE.
A condenação envolve uso de um contrato de compra e venda com assinatura falsa para transferir a titularidade de IPTU de um imóvel pertencente a um espólio para Edim. A Justiça confirmou a fraude em junho de 2024, com Edim condenado também em ação cível a indenizar a vítima.
Edim afirmou possuir o apoio institucional e disse que o caso é anterior à gestão dele, que começa em 1º de janeiro de 2025. Em vídeo, ele disse que continuará trabalhando pela cidade e que a defesa busca esclarecer os fatos.
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