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MP cobra apuração do TCU sobre show de Margareth Menezes no Carnaval

MP pede ao TCU apuração de possível conflito de interesses na participação de Margareth Menezes em bloco de Salvador contratado por empresa com projetos na Lei Rouanet

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  • MP junto ao TCU pediu que a Corte apure a participação da ministra da Cultura, Margareth Menezes, em bloco de Carnaval organizado pela Pau Viola Cultura e Entretenimento, empresa com projetos na Lei Rouanet.
  • A ministra teria recebido R$ 290 mil pela apresentação, segundo a equipe dela, incluindo despesas com músicos, produção, transporte e figurino.
  • A Pau Viola Cultura e Entretenimento teve oito projetos autorizados na atual gestão para captação via Lei Rouanet, sendo um deles que captou R$ 1 milhão para um festival cultural.
  • Ministério Público sustenta que relação contratual com empresa de interesses no Ministério pode configurar conflito de interesses, conforme a Lei 12.813/2013, que trata de imparcialidade.
  • Em nota, a assessoria da ministra afirmou que a participação atendeu às exigências da Comissão de Ética Pública e da legislação; o Ministério da Cultura não comentou oficialmente até a publicação.

O Ministério Público, atuando junto ao TCU, pediu a abertura de apuração sobre a participação da ministra da Cultura, Margareth Menezes, em um bloco de Carnaval organizado pela Pau Viola Cultura e Entretenimento, em Salvador. A representação aponta possível conflito de interesses, já que a empresa tem projetos na Lei Rouanet. O pedido foi protocolado pelo subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado.

Segundo os autos, a ministra teria recebido cerca de 290 mil reais para se apresentar no bloco Os Mascarados. A quantia, conforme a defesa, cobre músicos, produção, transporte e figurino. O MP argumenta que a relação com a empresa envolve atuação direta no ministério.

A Pau Viola Cultura e Entretenimento teve na gestão atual oito projetos aprovados para captação por meio da Lei Rouanet. Um deles captou aproximadamente 1 milhão de reais em incentivos para um festival cultural, conforme a representação. O MP sustenta que isso pode comprometer a imparcialidade.

A ONG aponta que, embora a ética pública tenha autorizado apresentações remuneradas desde que não usem verbas federais, a contratação por empresa com interesse direto no Ministério pode caracterizar conflito de interesses. A Lei 12.813/2013 é citada para embasar o argumento.

A defesa da ministra afirma que a participação no bloco Os Mascarados, em Salvador, seguiu integralmente as normas da Comissão de Ética Pública e a legislação vigente. A assessoria afirma ainda que não houve uso de recursos federais na contratação.

O Ministério da Cultura foi procurado pela CNN para comentar a representação, mas não houve resposta até o fechamento desta reportagem. O espaço permanece aberto para manifestações oficiais.

Contexto legal e avaliação técnica

A representação cita que a relação contratual pode levantar dúvidas sobre a imparcialidade da ministra na formulação de políticas culturais. O documento analisa a existência de conflito apenas se houver influência indevida na decisão pública ou uso de recursos federais.

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