- Programa Última Análise discute a proposta do Congresso para barrar a CPMI do Banco Master e a possível participação de Jair Bolsonaro nesse movimento.
- Deputado Carlos Jordy afirma que a CPMI do Master é mais importante do que a eleição.
- Deltan Dallagnol afirma que houve tentativa de usar a figura de Bolsonaro como negociação; André Mendonça e a Polícia Federal aparecem como obstáculos.
- A Ordem dos Advogados do Brasil pediu ao STF o encerramento do inquérito das fake news, questionando sua extensão e finalidades.
- Guilherme Kilter comenta que quer ver posição sobre impeachment de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, caso haja desdobramentos.
No programa Última Análise desta segunda-feira, 23, debatedores analisaram a proposta do Congresso Nacional para impedir a continuidade da CPMI do Banco Master. A discussão envolveu a atuação de líderes da Câmara, do Senado e do ex-presidente Jair Bolsonaro, com críticas à tentativa de condicionamento de decisões políticas à suposta negociação de favores.
A pauta gira em torno de um possível acordo para frear a CPMI, alegadamente com leitura de que líderes do Legislativo buscariam abrir espaço para reduzir a pena de Bolsonaro, ligado aos atos de 8 de janeiro. O debate destacou que esse movimento poderia influenciar o curso das investigações.
Entre os participantes, o ex-procurador Deltan Dallagnol informou que houve um afastamento de Bolsonaro do centro das decisões, sugerindo um condicionamento político para facilitar votos no Congresso. Já o ministro André Mendonça, novo relator o caso Banco Master, foi apontado como figura-chave para fazer valer a lei, segundo a advogada Fabiana Barroso.
O autor do requerimento da CPI do Banco Master, o deputado Carlos Jordy, ressaltou a relevância da investigação, classificando o caso como altamente significativo e atribuindo-lhe grande impacto político. Em suas palavras, a CPMI do Master estaria mais relevante que a própria eleição.
O que a OAB pediu ao STF
A Ordem dos Advogados do Brasil encaminhou nesta segunda-feira pedido ao presidente do STF, Edson Fachin, para encerrar o chamado inquérito das fake news, aberto em 2019. A entidade criticou a duração do processo e sugeriu que o inquérito se tornou elasticamente aberto a novas condutas.
Deltan Dallagnol reagiu dizendo que a OAB, ao defender o fim do inquérito, impulsiona, na prática, a normalização de acusações não verificadas. A OAB argumenta que o inquérito deveria investigar fatos determinados, sob a lógica de instrumento de investigação, não um procedimento com atualizações contínuas.
Defensores da tramitação do tema destacaram a necessidade de definição de limites constitucionais para mitigar a prática de investigações prolongadas sem desvirtuar a fiscalização. O debate, que ocorre no âmbito do conteúdo jornalístico ao vivo da Gazeta do Povo, segue com entrevistas e análises sobre o tema.
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