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Ex-ministro trabalhista Mandelson é liberado sob fiança após prisão no caso Epstein

Peter Mandelson é liberado sob fiança em Londres enquanto a polícia investiga divulgação de informações confidenciais a Jeffrey Epstein

Peter Mandelson abandona la comisaría en la madrugada de este martes a bordo de un taxi
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  • A Met libertou sob fiança o ex‑ministro laborista e ex‑embaixador em Washington Peter Mandelson após interrogatório de mais de dez horas sobre a relação com Jeffrey Epstein.
  • A investigação apura possível conduta imprópria no exercício do cargo público, ligada ao caso Epstein.
  • Registros aconteceram em Wiltshire e em Camden; Mandelson foi levado em veículo camuflado por dois agentes e retornou a casa de táxi, sem escolta.
  • Documentos do Departamento de Justiça teriam mostrado que Mandelson avisou Epstein sobre venda de patrimônio imobiliário britânico e sobre ajuda financeira da União Europeia, em 2009, durante o governo de Gordon Brown.
  • O tema provocou crise no Partido Trabalhista, com demissões deט dirigentes e críticas ao período em que Mandelson esteve no governo; Starmer prometeu investigação completa. Mandelson estava em excedência na Câmara dos Lordes desde que se mudou para Washington em fevereiro do ano anterior.

Peter Mandelson, ex-ministro trabalhista e ex-ambassador em Washington, foi detido pela Polícia Metropolitana de Londres sob suspeita de conduta imprópria no exercício de cargo público, no âmbito das investigações sobre Jeffrey Epstein. A detenção ocorreu após longos interrogatórios, na madrugada desta terça-feira.

Pouco depois de cerca de 10 horas de depoimento, Mandelson foi liberado sob fiança e retornou à sua residência em Camden, na capital britânica, sem escolta policial, a bordo de um táxi. A polícia segue investigando relações com Epstein e outras possíveis ligações com o caso.

A investigação, iniciada no início de fevereiro, envolveu registros em residências dele no Condado de Wiltshire e em Camden, antes do arresto. As autoridades estudam se houve divulgação de informações confidenciais durante o governo de Gordon Brown.

Contexto e ligações com Epstein

Mandelson é apontado, segundo documentos do Departamento de Justiça dos EUA, como alguém que teria alertado Epstein sobre oportunidades de venda de ativos imobiliários do governo britânico e sobre pacotes de ajuda financeira da UE. As comunicações foram divulgadas em parte por meio de e-mails.

No governo de Brown, Mandelson ocupava o cargo de ministro de Negócios. Registros apontam alertas a Epstein sobre decisões econômicas influentes, com impactos sobre políticas internas. Tais mensagens reforçam o escrutínio sobre sua conduta pública.

Repercussões políticas

As informações alimentaram uma crise no governo de Starmer, que o designou como embaixador em Washington. O anúncio de renúncia de Mandelson ao cargo de embaixador foi alvo de controvérsia pública e interna, com desdobramentos sobre sua lealdade e confiabilidade.

O primeiro-ministro, em meio a críticas, prometeu colaborar com investigações e disponibilizar material à comissão de Segurança e Inteligência para examinar a nomeação de Mandelson. A polícia solicitou que a publicação de determinados documentos fosse adiada para não comprometer as apurações.

Situação atual e próximos passos

A investigação continua em curso, com foco na possível divulgação de informações confidenciais e na relação com Epstein. A polícia não divulgou detalhes adicionais sobre acusações formais até o momento, mantendo o período de sigilo processual.

As autoridades ressaltam que Mandelson permanece sob avaliação de agentes especiais da Met, que conduzem os trabalhos. Detalhes sobre eventuais novas diligências ou novas detenções devem ser anunciados pela polícia conforme avance o inquérito.

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