- Lula retorna a Brasília na quarta-feira, 25, após viagem à Ásia e aos Emirados, com Haddad no centro das decisões sobre o papel do ministro da Fazenda, alianças e palanques, incluindo a disputa em São Paulo.
- O presidente planeja encontro presencial com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em março, em Washington, para tratar de quatro temas prioritários: minerais críticos, combate ao crime organizado, tarifas e a América Latina.
- Fernando Haddad acompanhou a comitiva à Ásia e tem resistência a ser candidato, mas está envolvido nas negociações para definição de palanque, inclusive no âmbito paulista; há pressão para que ele aceite disputar o governo de São Paulo.
- Lula tem como foco fortalecer alianças em estados estratégicos, especialmente em São Paulo, e já sinalizou mudanças na equipe — incluindo possível saída de Sidônio Palmeira da Secretaria de Comunicação para coordenar a campanha — com Tebet em avaliação para disputar o Senado.
- Sobre a jornada 6×1, governo avalia enviar um projeto ao Congresso ainda no primeiro semestre; decisão depende de consulta final após o retorno a Brasília, com ainda a possibilidade de manter ou apoiar propostas já em tramitação.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva retorna a Brasília nesta semana após passagem pela Índia, Coreia do Sul e Emirados Árabes. Em pauta, a continuidade da equipe econômica, a ida aos EUA para encontro com Trump, e as articulações para o fim da jornada 6×1 no Congresso.
Entre os temas, Haddad é apontado como possível titular da Fazenda em articulação com as candidaturas ao governo de São Paulo. O ministro tem resistido a concorrer este ano, mas é pressionado por companheiros de governo para aceitar o desafio.
Haddad integrou a comitiva que visitou Índia, Coreia do Sul e Emirados. A ida a Washington para encontro com Trump está prevista para março, com data a ser fechada pela Casa Branca, segundo fontes oficiais.
Encontro com Trump em Washington
A reunião presencial com Trump deve ocorrer na segunda quinzena de março, em Washington. O objetivo é alinhar pauta comum, incluindo cooperação econômica, comércio e assuntos da América Latina, segundo diplomatistas.
A comitiva brasileira deve incluir representantes de ministérios como Relações Exteriores, Justiça e Segurança Pública, Fazenda e Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, além da Polícia Federal.
Fim da jornada 6×1
Nos próximos dias, Lula também deve tratar da decisão sobre a apresentação de um projeto próprio para reduzir a jornada de trabalho. A avaliação envolve celeridade legislativa e comparação com propostas já em tramitação no Congresso.
Antes da viagem à Ásia, o governo estudava encaminhar um projeto de lei com urgência. A opção pela PEC permanece em análise, mas há empenho para concluir a discussão ainda no primeiro semestre.
Desincompatibilização e quadros
Para a eleição, ministros que desejam disputar precisam se desincompatibilizar até quatro de abril. Entre os cotados para vagas no Senado estão Gleisi Hoffmann, Simone Tebet, Rui Costa, Marina Silva, Carlos Fávaro e Silvio Costa Filho, conforme cenário interno.
Simone Tebet já sinalizou saída do governo até 30 de março e é considerada para uma vaga ao Senado em São Paulo, caso confirme a candidatura. Lideranças do PT e de partidos aliados acompanham essas definições.
Sobre alianças e palanques
Lula trabalha para fortalecer alianças estaduais, com foco em São Paulo, que tem o maior eleitorado. Há também articulações com o Senado e cenários para chapas proporcionarem competitividade nas eleições de 2026.
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