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Projeto antifacção provoca divergência entre Câmara e Senado

Câmara e Senado divergem sobre domínio social estruturado, com prisão preventiva ampliada, penas de até 40 anos e intervenção de ofício em empresas ligadas ao crime

Derrite rejeita maior parte das mudanças do Senado, retoma penas mais duras e amplia regras de prisão preventiva. (Foto: Marina Ramos/Camara dos Deputados)
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  • O projeto de lei antifação cria o crime de domínio social estruturado para punir condutas de facções, com penas de 20 a 40 anos para líderes e praticantes, equiparando a punição ao feminicídio.
  • A proposta qualifica a participação em crimes de facção como motivo suficiente para a prisão preventiva, que pode ser decretada pela Justiça sem interpretações genéricas; líderes devem cumprir a pena em presídios federais de segurança máxima.
  • O texto mantém medidas restritivas para líderes, como corte do auxílio-reclusão para familiares e proibição de voto para presos ligados a facções; o Senado tentou retirar, mas o relator na Câmara manteve.
  • Foi acordado criar a Cide-Bets, uma taxa de quinze por cento sobre transferências para sites de apostas online; o dinheiro arrecadado será usado para modernizar a Polícia Federal, e bens confiscados ficarão com o governo federal para reinvestimento na PF.
  • Derrite defende intervenção judicial de ofício em empresas ligadas ao crime organizado, permitindo bloquear bens sem pedido formal do Ministério Público ou da Polícia, para evitar atrasos no andamento das ações.

O projeto de lei antifacção ampliou diferenças entre Câmara dos Deputados e Senado. A proposta apresentada pela Câmara de Derrite traz medidas duras contra facções criminosas, com foco em punições mais severas e medidas de intervenção. O tema gerou divergências entre as casas sobre pontos específicos e operacionalização.

A discussão envolve mudanças profundas no combate a facções, com impacto direto na atuação policial, na prisão preventiva e no financiamento de órgãos de segurança pública. Ainda não há consenso sobre o conjunto de medidas. O texto segue para novas negociações entre os poderes.

O que é o crime de domínio social estruturado

Trata-se de um novo tipo de crime para punir condutas de facções, como ataques violentos a cidades, barricadas e ataques a serviços públicos. A proposta prevê penas de 20 a 40 anos para líderes ou praticantes, equiparando a pena a casos de feminicídio.

Como funcionariam as novas regras para a prisão preventiva

A proposta admite prisão preventiva pela simples participação em crimes de facção, sem depender de interpretações genéricas. Líderes seriam obrigados a cumprir a prisão em presídios federais de segurança máxima, para evitar comando remoto.

Quais benefícios os líderes de facções podem perder

O texto mantém restrições como corte do auxílio-reclusão para familiares e proibição do voto para presos ligados a facções. O Senado tentou retirar esses itens, mas o relator manteve para ampliar pressão contra o crime organizado.

O que muda no financiamento para a Polícia Federal

Foi fechado acordo para criar a Cide-Bets, com uma taxa de 15% sobre transferências para sites de apostas online. O dinheiro será usado para modernizar equipamentos e sistemas de inteligência da PF. Bens confiscados também ficarão com o governo federal para reinvestimento na PF.

Por que o relator defende a intervenção judicial em empresas sem pedido prévio

Derrite restabeleceu a intervenção ‘de ofício’ em empresas ligadas ao crime organizado. A ideia é evitar atrasos e impedir que criminosos ocultem patrimônio enquanto aguardam ações do Ministério Público ou da Polícia.

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