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CPI do Crime Organizado aprova convites a Toffoli e Moraes

CPI do Crime Organizado aprova convites a Moraes e Toffoli; presença é facultativa, com desdobramentos sobre ligações entre Judiciário e agentes públicos

O ministro Dias Toffoli (ao centro) é o mais implicado ao caso Master. Foto: Victor Piemonte/STF
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  • A CPI do Crime Organizado aprovou convites para autoridades ligadas ao STF, incluindo os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, com o comparecimento sendo facultativo.
  • Também foram convidados a advogada Viviane Barci (esposa de Moraes) e os irmãos de Toffoli, José Carlos Dias Toffoli Cônego e José Eugênio Dias Toffoli, além do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, do ministro da Casa Civil, Rui Costa, do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e de Paulo Humberto Barbosa, dono do resort Tayayá.
  • A decisão ocorre em meio às repercussões do caso Banco Master, com avaliações sobre relações envolvendo contratos e investimentos ligados a pessoas próximas a integrantes do Judiciário, gerando pedidos de informações a diferentes órgãos.
  • Além dos convites já aprovados, a CPI analisa convocações que tornariam obrigatória a participação de convidados, como o banqueiro Daniel Vorcaro e o ex-sócio Augusto Lima.
  • Também existem discussões sobre a possível convocação de Paulo Guedes e Roberto Campos Neto, além de solicitações envolvendo Forças Armadas, governadores e medidas de sigilo.

A CPI do Crime Organizado do Senado aprovou nesta quarta-feira 25 a emissão de convites para esclarecer casos envolvendo autoridades ligadas ao Supremo Tribunal Federal. Entre os alvos estão ministros do STF, cujos depoimentos são opcionais. A decisão ocorre em meio a debates sobre contratos e investimentos ligados a pessoas próximas aos integrantes do Judiciário.

Dentre os convidados, constam os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, cuja presença não é obrigatória. Também foram incluídos familiares de Toffoli e Moraes, como a esposa de Moraes e irmãos do ministro. A lista ainda contempla o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ministro da Casa Civil, Rui Costa.

A comissão também citou ex-ministros e empresários para possível chamamento. Entre eles estão Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda, e Paulo Humberto Barbosa, proprietário do resort Tayayá. A motivação é entender ligações entre contratos, investimentos e pessoas próximas aos membros do Judiciário.

Outros nomes na mira

Além dos convites aprovados, a CPI analisa tornar alguns depoimentos obrigatórios. Entre os cotados estão o banqueiro Daniel Vorcaro e o ex-sócio Augusto Lima, cujo comparecimento pode ser exigido caso o colegiado aprove as convocações.

Investigações também devem abranger ex-ministros e presidentes de bancos. O foco recai sobre possíveis relações entre órgãos públicos, empresas privadas e agentes ligados à alta gestão financeira. Senado avalia ainda pedidos de informações e eventuais quebras de sigilo para aprofundar as apurações.

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