- O governo francês sobreviveu à primeira de duas moções de desconfiança no parlamento, após decidir adaptar por decreto uma nova lei de energia sem a palavra final da Assembleia Nacional.
- A moção foi apresentada pelo Rassemblement National (RN), com apoio de 140 deputados; eram necessários 289 votos para aprová-la.
- A segunda moção de desconfiança, apresentada pelo França Insubmissa (LFI), deve ser votada em breve.
- O Executivo de primeiro-ministro Sebastien Lecornu, que não tem maioria parlamentar, já enfrentou outras duas desconfianças neste ano após aprovar o orçamento com atraso.
Paris, 25 fev (Reuters) – o governo francês sobreviveu à primeira de duas moções de desconfiança no parlamento, apresentadas após decidir adaptar por decreto uma nova lei de energia, sem submeter o texto à Assembleia Nacional para votação final.
A moção foi apresentada pelo partido extremista Frente Nacional/Rassemblement National (RN) e recebeu apoio de 140 deputados; eram necessários 289 votos para a aprovação.
Um segundo voto de desconfiança, desta vez apresentado pela esquerda radical LFI (France Insoumise), deve ocorrer em breve.
Contexto político
O primeiro-ministro Sébastien Lecornu comanda um governo sem maioria parlamentar e já enfrentou duas moções de desconfiança neste ano, após aprovar o orçamento por meio da Assembleia Nacional.
A decisão de adaptar a lei de energia por decreto é apontada como o motivo central das ações de desconfiança, que visam, segundo opositores, limitar o debate legislativo.
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