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Nas pesquisas no Nepal, partidos apostam em mega infraestrutura

Partidos nepaleses priorizam megainfraestrutura e crescimento, relegando clima a segundo plano, o que aumenta vulnerabilidades a desastres e mudanças climáticas

A worker screen-prints flags of the Nepali Congress Party for sale ahead of general election in Kathmandu, Jan. 27, 2026.
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  • As eleições gerais no Nepal estão marcadas para cinco de março, com os principais partidos prometendo mega infraestrutura: hidrelétricas, rodovias e linhas de transmissão.
  • Os manifestos enfatizam crescimento econômico e expansão de infraestrutura, com espaço limitado para clima e meio ambiente.
  • Especialistas alertam que Nepal é um dos países mais vulneráveis às mudanças climáticas e que os impactos já afetam comunidades; políticas atuais parecem não priorizar o clima.
  • Exemplos de riscos: o projeto Melamchi, danificado por inundações em 2021, e várias hidrelétricas sob construção atingidas por chuvas fortes em outubro de 2025.
  • Partidos como Congresso Nepali, UML e Rastriya Swatantra Party mantêm o foco em crescimento, empregos e obras, com menos detalhamento sobre medidas ambientais.

O panorama eleitoral no Nepal revela promessas de mega infraestrutura, com foco em usinas hidrelétricas, rodovias ampliadas e mais linhas de transmissão. As propostas aparecem nos manifestos dos principais partidos antes das eleições gerais de 5 de março, segundo análise preliminar.

Especialistas apontam que, mesmo diante de riscos climáticos crescentes, as comunicações partidárias priorizam crescimento econômico e obras estruturais. Questões ambientais aparecem de forma secundária, o que preocupa especialistas em vulnerabilidade climática.

O Nepal figura entre os países mais expostos aos impactos do aquecimento global, ocupando a sexta posição no Climate Risk Index de 2024. Monções mudadas, secas invernais e deslizamentos afetam comunidades e atividades produtivas.

Empreendimentos de grande porte também já enfrentaram impactos climáticos. Em 2021, o projeto de desvio do rio Melamchi foi afetado por inundações atribuídas ao clima. Outros empreendimentos de energia também registraram interrupções por chuvas fortes em 2025.

Os manifestos analisados dedicam poucas páginas à mudança climática. Em contrapartida, destacam crescimento econômico, expansão de infraestrutura e geração de empregos como pilares políticos.

O Nepali Congress, com o símbolo da árvore verde, define os próximos cinco anos como meio de recuperação econômica. Propõe ampliar a economia para 115 trilhões de rúpias e elevar a renda per capita para 364 mil rúpias, por meio de reformas setoriais.

O partido enfatiza rodovias que conectam capitais provinciais, o projeto ferroviário East-West, redes interprovinciais, grandes hidrelétricas e expansão industrial. Questões ambientais aparecem mais abaixo no documento.

Balayar, ex-parlamentar, critica o foco em infraestrutura. Ele afirma que mudanças climáticas já impactam montanhas, enchentes, deslizamentos e inundações, e questiona se políticas acompanham esses riscos.

A UML e o Rastriya Swatantra Party apresentam trajetórias semelhantes, priorizando crescimento econômico, empregos e infraestrutura. A UML divulga metas de 7-9% de expansão econômica, com ênfase em agricultura, energia e tecnologia.

No Rastriya Swatantra Party, o clima figura entre compromissos amplos, com prioridade para fundos climáticos globais, mas o destaque inicial recai sobre rodovias, ferrovias, energia e construção. A equipe envolvida afirma que a infraestrutura é necessária para o desenvolvimento.

Analistas apontam que o texto dos manifestos costuma tratar de meio ambiente dentro de desenvolvimento sustentável, com menções a financiamento climático e tecnologia internacional. Ainda não há planos de implementação amplamente compartilhados.

A pesquisadora Ambarish Pokhrel ressalta que a leitura indica uma visão dominante de desenvolvimento voltada para infraestrutura, enquanto temas climáticos não são considerados prioritários, mesmo diante de riscos reais para comunidades locais.

Avaliando a prática, participantes destacam gargalos de implementação: orçamento ambiental limitado, fraca capacidade institucional, uso insuficiente de financiamento climático e coordenação entre esferas de governo.

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