- O PSOL decidirá, no dia 7 de março, se aceita integrar a Federação Brasil da Esperança, que reúne PT, PCdoB e PV.
- A discussão acontece em meio a descontentamentos e divergências internas no PSOL e no PT sobre a aliança, e envolve a cláusula de barreira e candidaturas estaduais.
- Hoje, o PSOL é federado com a Rede, com expectativa de renovar o acordo por mais quatro anos.
- No PSOL, apenas a vertente Revolução Solidária, liderada por Guilherme Boulos, tem endossado a união com o PT; outras alas criticam a possível descaracterização do programa do partido.
- Em reunião com dirigentes do PT, o PT afirma que a federação pode manter a unidade do campo progressista e ampliar uma agenda de governo, incluindo temas como o fim da escala 6×1; também foram discutidas alianças em estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe, incluindo possível candidatura de Manuela D’Ávila ao Senado no RS.
O PSOL definirá, em 7 de março, se integra a Federação Brasil da Esperança, que reúne PT, PCdoB e PV. A decisão foi anunciada pela presidente nacional da sigla, Paula Coradi, após reunião com dirigentes petistas. A pauta envolve a cláusula de barreira e as candidaturas estaduais.
O movimento ocorre num momento de resistência interna no PSOL, que hoje está federado com a Rede. Há divergências entre a nova aliança e setores do PSOL, especialmente quanto a impactos em candidaturas próprias.
Entre os petistas, há cautela com a união, embora o partido controle ministérios relevantes. Sonia Guajajara comanda o Ministério dos Povos Indígenas, Guilherme Boulos dirige a Secretaria-Geral da Presidência, e esse desenho compõe o cenário de negociação.
A reunião entre o PT e o PSOL contou com a participação de Edinho Silva, presidente do PT, além de Henrique Fontana, Laércio Ribeiro e Éden Valadares, todos do PSOL. O objetivo é avaliar se a federação respeita a autonomia do PSOL e fortalece uma agenda comum para o governo Lula.
Além da questão nacional, foram discutidas alianças em estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe. Em Rio Grande do Sul, cresce a aposta pela candidatura de Manuela D’Ávila ao Senado, em chapa com Edegar Pretto e Juliana Brizola.
O PT vê na federação uma forma de manter a unidade do campo progressista em torno de prioridades do governo Lula, como políticas públicas de interesse social. A leitura de quem negocia é de que o acordo deve resultar em uma agenda compartilhada, sem comprometer a autonomia do PSOL.
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