- A ministra da Cultura da França, Rachida Dati, anunciou sua demissão do governo para se concentrar na campanha pelas eleições municipais de Paris, marcadas para 15 e 22 de março de 2026.
- Dati é prefeita do sétimo distrito de Paris e já havia indicado que não concorrería à reeleição; a vaga na prefeitura de Paris é disputada entre ela e a atual prefeita Anne Hidalgo.
- Pesquisas recentes mostram Emmanuel Grégoire, apoiado pela esquerda, liderando com cerca de trinta e dois por cento na primeira volta, frente a cerca de trinta por cento de Dati.
- A saída vem dias após a renúncia da presidente do Louvre, Laurence des Cars, em meio a controvérsias envolvendo Dati, que aguarda julgamento em processo de corrupção e tráfico de influência.
- Dati afirmou que deixou o governo para se dedicar integralmente à campanha, mantendo, porém, compromissos ligados ao Louvre em andamento.
Rachida Dati anunciou nesta quarta-feira sua saída do governo francês para se dedicar à campanha pela prefeitura de Paris. A ministra de Cultura, membro do governo desde janeiro de 2024, confirmou a decisão durante entrevista à televisão. O objetivo é concorrer às eleições municipais marcadas para 15 e 22 de março.
Dati é atual candidata do Partido Republicano e já exerceu o cargo de prefeita do 7º arrondissement de Paris. Ela não disputará a reeleição, conforme afirmou, após 12 anos à frente da região. Pesquisas indicam competição acirrada entre nomes de esquerda e direita.
A saída ocorre em meio a um cenário de polarização em Paris. Emmanuel Grégoire, apoiado pela maioria de esquerda, aparece com vantagem em algumas sondagens sobre a candidata conservadora. A disputa envolve temas locais como segurança, mobilidade e serviços públicos.
O governo francês agradeceu a atuação de Dati, destacando sua contribuição útil. Ela enfrenta investigação por corrupção e tráfico de influência, com julgamento marcado para setembro. As acusações envolvem recebimento de 900 mil euros entre 2010 e 2012 por uma relação com uma empresa ligada à Renault.
Segundo relatos, Dati é acusada de ter recebido recursos para atuar em lobby no Parlamento Europeu, prática vedada a parlamentares. Também é investigada por suposta omissão na declaração de joias de alto valor à Autoridade de Transparência. A presidente do Louvre, Laurence Des Cars, pediu demissão um dia antes da comunicação de Dati.
“Batida pela vida é Paris”, afirmou Dati ao falar da decisão. A ministra ressaltou que deixaria o cargo para se dedicar integralmente à campanha municipal e afirmou ainda que havia missões a concluir, especialmente relacionadas ao Louvre e à sua reorganização.
A saída de Dati coincide com mudanças recentes no governo. O primeiro-ministro já pressionava pela renúncia para concentrar esforços na estratégia eleitoral de Paris. A ministra participou de ações de divulgação envolvendo grupos de apoio a bairros populares e visitantes da cidade.
Fonte: El País, Reuters.
Entre na conversa da comunidade