- O governo britânico concordou com a polícia em um framework para divulgar documentos relacionados à nomeação de Peter Mandelson e sua ligação com Epstein.
- Mandelson foi preso na segunda-feira por suspeita de má conduta na função pública e, posteriormente, foi liberado.
- A Comissão de Inteligência e Segurança terá a decisão final sobre quais documentos podem se tornar públicos, não o gabinete do primeiro-ministro.
- O governo afirmou que está avançando para publicar a primeira tranche de documentos no início de março.
- A Agência Europeia de Fiscalização de Fraudes (OLAF) informou que examina a conduta de Mandelson durante seu mandato como comissário britânico de comércio em Bruxelas (2004–2008), sem presunção de culpa.
O governo britânico informou ter chegado a um acordo com a polícia sobre quais documentos relativos à nomeação do ex-embaixador no Reino Unido, Peter Mandelson, poderão ser divulgados. O compromisso foi anunciado pelo Intelligence and Security Committee (Comitê de Inteligência e Segurança) nesta quinta-feira.
Mandelson, 72 anos, foi detido na segunda-feira sob suspeita de abuso de poder público, após revelações sobre seus vínculos com Jeffrey Epstein. Ele foi libertado sob custódia, enquanto a investigação segue em curso.
O comitê destacou que julgará, de forma independente, quais materiais podem se tornar públicos, sem interferência do gabinete do primeiro ministro nem de outros órgãos do governo. A expectativa é publicar a primeira leva de documentos no começo de março.
Comitê Independente de Divulgação de Documentos
O Comitê informou que está recebendo materiais do Cabinet Office provenientes de diferentes ministérios. O órgão deve indicar, em breve, quando receberá as primeiras informações e quantos itens compõem a primeira remessa.
Um porta-voz do governo afirmou que há avanço em várias solicitações e que o ritmo de publicação está sendo acelerado. Não há confirmação de datas adicionais além da previsão de início em março.
OLAF acompanha conduta de Mandelson
A OLAF, escritório anti-fraude da União Europeia, disse que está analisando ações de Mandelson durante seu mandato como comissário britânico ao comércio em Bruxelas entre 2004 e 2008, a pedido da Comissão Europeia. A agência ressaltou que a avaliação não configura uma abertura de investigação formal e respeita a presunção de inocência.
Advogados de Mandelson não comentaram o assunto de imediato. A detenção ocorre em meio a investigações que também envolvem o histórico vínculo com Epstein; e Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do rei Charles, foi preso recentemente em relação a acusações separadas.
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