- A CPMI do INSS aprovou, em votação simbólica, a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
- A decisão se baseia em mensagens interceptadas pela Polícia Federal que mencionariam repasses ligados ao “filho do rapaz”.
- A sessão gerou tumulto na comissão, com acusações entre parlamentares e até troca de agressões.
- A defesa de Lulinha diz que ele não tem relação com os investigados e que as acusações são ilações.
- O caso pode ter novos desdobramentos nas próximas semanas e aumenta a tensão política em Brasília.
O Congresso aprovou na CPMI do INSS a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luiz Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A decisão ocorreu em meio a investigações sobre um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões. O voto foi simbólico e gerou tumulto na comissão.
Segundo o relator Alfredo Gaspar, o pedido baseou-se em mensagens interceptadas pela Polícia Federal que mencionariam repasses ligados ao “filho do rapaz”, expressão que, para os investigadores, indicaria Lulinha. A apuração envolve indícios de participação em irregularidades vinculadas ao caso.
A sessão teve troca de acusações entre parlamentares e houve registro de empurrões e atritos entre membros. Detalhes das mensagens indicam possível ligação entre repasses financeiros e o envolvimento de pessoas próximas aos investigados.
Contexto e desdobramentos
A CPMI também analisa possíveis delações de ex-dirigentes do INSS, além de relação com o que é chamado de “Careca do INSS” e o ambiente político que cerca o tema. A defesa de Lulinha nega qualquer participação nas irregularidades, afirma não haver relação com os investigados e sustenta que as acusações são ilações.
As investigações seguem em Brasília, com expectativa de novos desdobramentos nas próximas semanas. A pauta envolve aspectos político-partidários e a continuidade de quebras de sigilo para apurar o possível envolvimento de terceiros.
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