- A CPMI do INSS aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.
- A medida, com base em informações da Polícia Federal, busca apurar suposto esquema envolvendo aposentados e pensionistas e possíveis intermediários financeiros.
- A sessão terminou em tumulto, com protestos de governistas e da oposição near à mesa diretora, exigindo intervenção da Polícia Legislativa.
- Com a decisão, a comissão poderá acessar movimentações financeiras, declarações fiscais e contratos vinculados ao investigado, sem autorização judicial prévia.
- O presidente Lula afirmou ter conversado com o filho quando surgiram as suspeitas e disse que ele deve se explicar se forem comprovadas irregularidades.
A CPMI do INSS aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. A decisão ocorreu nesta quinta-feira (26) e gerou tumulto no plenário, com empurra-empurra entre congressistas.
O pedido foi apresentado pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), com base em informações da Polícia Federal. A comissão investiga desvios envolvendo aposentados e pensionistas, além de possíveis intermediários financeiros e empresas ligadas ao caso.
Após a votação, membros da base governista protestaram perto da mesa diretora, aumentando a tensão até a intervenção da Polícia Legislativa. O episódio interrompeu a sessão por momentos.
Segundo investigadores, o nome de Lulinha aparece em diferentes pontos do material analisado, incluindo mensagens e depoimentos sobre pagamentos. Não houve, porém, alvo direto de operações até o momento.
Com a aprovação, a CPMI terá acesso a movimentações bancárias, declarações fiscais e contratos vinculados ao investigado. A quebra de sigilo ocorreu sem autorização judicial prévia, como parte do rito das CPIs.
O presidente Lula afirmou, no início do mês, ter conversado com o filho sobre as primeiras suspeitas e que ele deverá responder caso haja irregularidades comprovadas.
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