- Nepal realiza eleição nacional em 5 de março para a Assembleia com 275 membros; cerca de 19 milhões de eleitores de um total de 30 milhões estão aptos a votar.
- Serão 165 assentos decididos no voto majoritário; o restante será distribuído por representação proporcional entre 65 partidos.
- Principais temas: combate à corrupção, geração de empregos e redução da pobreza; além de manter equilíbrio entre relações com Índia e China.
- Contendem mais fortemente Balendra Shah, do Rastriya Swatantra Party (35 anos), que busca vaga de primeiro-ministro em Jhapa 5; o ex-primeiro-ministro Oli (74) concorre pelo Partido Comunista Unido Marxista-Leninista (UML).
- Outros nomes relevantes: Gagan Thapa, do Nepali Congress, e Pushpa Kamal Dahal, de um dos principais blocos comunistas; Oli e Dahal já ocuparam o cargo de primeiro-ministro no passado.
Nepal realizará eleições nacionais no próximo mês, as primeiras desde protestos anti-corrupção que deixaram mortos e treze mil feridos. O pleito acontece em 5 de março para a Assembleia de 275 membros e ocorre após a queda do governo de K P Oli em setembro.
Ao todo, quase 19 milhões de eleitores estão aptos a votar. Cerca de um milhão de novos eleitores, em sua maioria jovens, foram incluídos após os protestos de 2025. As disputas diretas contemplam 165 assentos; os restante serão decididos por representação proporcional entre 65 partidos.
Desafios e temas
Além de combate à corrupção, a criação de empregos figura entre as principais pautas. A pobreza atinge cerca de um quinto da população e o desemprego entre os jovens é elevado. O país busca equilibrar relações comerciais com Índia e China, seus maiores parceiros.
Principais candidatos
Balendra Shah, 35, do Rastriya Swatantra Party, ex-prefeito de Katmandu, é apontado como favorito para a chefia do governo. No Jhapa 5, Oli, 74, do Partido Comunista do Nepal (Unificado Marxista-Leninista), tenta reconquistar o posto apesar do enfraquecimento entre jovens eleitores.
Outros concorrentes relevantes incluem Gagan Thapa, 49, do Congresso Nepali, e Pushpa Kamal Dahal, 71, que comanda o Partido Comunista Nepali hoje. Oli e Dahal já ocuparam cargos de alto escalão e têm histórico complexo na política nacional.
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