- STF adia para 25 de março o julgamento das decisões que suspendem penduricalhos acima do teto do funcionalismo e irá analisar as ordens de Gilmar Mendes e Flávio Dino em conjunto.
- Um comitê formado pela cúpula dos três Poderes trabalha em uma regra de transição sobre verbas indenizatórias não previstas em lei, mantendo até lá as decisões já em vigor.
- Flávio Dino suspendeu penduricalhos acima do teto de R$ 46,3 mil para os três poderes, com prazo de 60 dias para que cada Poder analise as remunerações.
- Gilmar Mendes também suspendeu penduricalhos no Judiciário e no Ministério Público que não estejam previstos em lei, estabelecendo o mesmo prazo de 60 dias para suspensão de verbas não justificadas.
- Em paralelo, presidentes da Câmara e do Senado discutem uma proposta de regra de transição, a ser apresentada nos próximos dias, com foco no respeito à Constituição e aos limites do teto.
O Supremo Tribunal Federal adiou para 25 de março o julgamento sobre as decisões que suspenderam o pagamento de penduricalhos acima do teto do funcionalismo aos servidores públicos. O presidente Luiz Edson Fachin afirmou que uma comissão técnica dos três Poderes já trabalha para propor uma regra de transição.
Gilmar Mendes e Flávio Dino ajustaram de forma alinhada as decisões que suspendiam penduricalhos pagos a diversas categorias. Cada ministro havia fixado um prazo, que foi unificado para o fim de março. O STF vai apreciar as ordens de ambos e outras ações sobre o tema.
A ideia é que o comitê tripartite avalie verbas indenizatórias sem base legal clara, até a aprovação de uma lei específica pelo Congresso. Enquanto isso, permanecem válidas as decisões de Mendes e Dino. O objetivo é reduzir pagamentos acima do teto constitucional até uma transição regulamentar.
Proposta de transição e reuniões oficiais
Dino já havia decretado, em 5 de fevereiro, a suspensão de penduricalhos acima do teto de R$ 46,3 mil para os três Poderes, com prazo de 60 dias para avaliação pelos tribunais. A decisão exige divulgação de todas as verbas remuneratórias e as leis que as fundamentam.
Complementos e ações adicionais
Em 19 de fevereiro, o ministro ampliou a vedação, proibindo novas leis que assegurem penduricalhos acima do teto, incluindo parcelas retroativas. Ele citou exemplos como auxílio de locomoção, licença compensatória e demais benefícios usados pelo Judiciário.
Envolvidos e bases legais
A ação original questiona a remuneração de procuradores municipais de Praia Grande, que defendem o recebimento de honorários até o teto. As medidas abrangem verbas indenizatórias usadas para atividades específicas, como viagens, e criticam a proliferação desses pagamentos.
Entrevistas e próximos passos
Enquanto os ministros aguardam o julgamento conjunto, o STF recebeu presidentes da Câmara e do Senado para discutir a regra de transição. Fachin informou que a proposta deverá respeitar a Constituição e os limites do teto. As deliberações devem ocorrer nos próximos dias.
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