- O ministro Alexandre de Moraes autorizou Jair Bolsonaro a realizar sessões de neuromodulação não invasiva por estímulo elétrico craneano na prisão, com atividades às segundas, quartas e sextas-feiras.
- O procedimento envolve aplicar correntes elétricas no cérebro por meio de eletrodos próximos aos lóbulos das orelhas, com duração de cerca de cinquenta minutos por sessão.
- O objetivo é tratar ansiedade, depressão e distúrbios do sono, além da expectativa de auxiliar em crises de soluços.
- Bolsonaro já havia recebido o tratamento em abril de 2025, quando laudos apontaram melhora significativa em parâmetros de saúde e na estabilidade emocional.
- Ele enfrenta pena de vinte e sete anos e três meses de prisão; pedidos de prisão domiciliar humanitária não foram atendidos, e Moraes mantém a custódia com avaliação de segurança no local.
O ministro do STF Alexandre de Moraes autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro realize sessões de neuromodulação não invasiva por estimulação elétrica craniana (CES) na prisão. A decisão foi publicada nesta sexta-feira, 27. As sessões ocorrerão às segundas, quartas e sextas-feiras para atender a necessidade médica apresentada.
A defesa de Bolsonaro justificou o pedido citando melhorias observadas em aplicações anteriores, incluindo saúde geral, sono e ansiedade/depressão, além de uma redução dos soluços. O tratamento envolve o uso de eletrodos localizados nos lóbulos das orelhas, com duração prevista de 50 minutos por sessão.
Detalhes técnicos do tratamento
O método é considerado de baixo risco, com possível dormência nos ouvidos ou formigamento. Bolsonaro já havia recebido CES em abril de 2025, quando laudos indicaram evolução na estabilidade emocional e melhoria no quadro de soluços, tendo o índice de adaptação subido de 18,8% para 95%.
Contexto judicial e prisional
Bolsonaro enfrenta uma pena de 27 anos e três meses de prisão. Após queda ocorrida na cela, no 19º Batalhão da PM de Brasília, houve avaliação médica. Pedidos de prisão domiciliar humanitária ainda não foram atendidos por Moraes, que mantém a conclusão de que a prisão atual oferece segurança e atendimento médico integral.
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