- Em 2027, o governo da Índia anunciou que incluirá um recenseamento de castas no censo decenal pela primeira vez desde 1931, gerando debate sobre consequências sociais e políticas.
- O livro The Caste Con Census, de Anand Teltumbde, sustenta que contar castas pode consolidar divisões entre grupos e incentivar manipulação eleitoral por base de casta.
- O caso Koregaon, em 2018, evidenciou tensões entre nacionalistas hindus e Dalits, levando à prisão de 16 intelectuais e defensoras dos direitos Dalits.
- Teltumbde afirma que as reservas criaram efeitos colaterais, favorecendo subgrupos dominantes dentro de castas vulneráveis e tornando o sistema uma solução permanente, não temporária.
- Ele defende que, se o objetivo é justiça social, políticas universais de educação, saúde e empregos para todos poderiam reduzir a necessidade de classificar pessoas por castas.
In 2027, a decennial censo na Índia incluirá pela primeira vez um recenseamento de castas desde 1931. O debate utiliza o caso Koregaon de 1818 para questionar se contagens de castas ajudam ou perpetuam preconceitos.
Anand Teltumbde, escritor Dalit, analisa o tema em The Caste Con Census. Em seu livro, ele sustenta que o recenseamento de castas pode ampliar divisões e favorecer políticos que exploram identidades para conquistar votos.
O autor, que passou 31 meses na prisão sob acusações ligadas a movimentos de esquerda, defende que a contagem pode tornar as minorias mais visíveis apenas para redistribuir recursos, sem necessariamente promover justiça social.
Contexto histórico
Teltumbde aponta que, sob o domínio britânico, o recenseamento caste-based serviu para dividir a população e fragilizar resistência. Ele afirma que a legislação que molda a mobilidade social já nasceu marcada por classificações administrativas.
Para ele, a burocratização da castas transformou uma realidade social em ferramenta de governança. O livro compara com sistemas de segregação e afirma que o legado colonial ainda influencia políticas públicas.
Implicações atuais
O debate ganhou impulso porque o governo atual defende a contagem como meio de corrigir desigualdades. Já críticos alertam que dados abertos podem provocar manipulação política e favorecer grupos específicos.
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