- Ato Acorda Brasil reúne apoiadores na Avenida Paulista, em São Paulo, deste domingo, com concentração prevista em frente ao MASP, das 14h às 17h, e atuação de um caminhão elétrico chamado Avassalador.
- Principais pautas: anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e derrubada do veto presidencial ao projeto que altera a dosimetria das penas.
- O ato também critica o STF e pode pedir impeachment de ministros como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli; organizadores tentam ampliar a agenda para ganhar capilaridade política.
- Participantes confirmados incluem o senador Flávio Bolsonaro e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que é cotado para integrar a chapa de Flávio neste ano.
- A mobilização ocorre em meio a movimentos pré-eleitorais no campo conservador, com avaliação de que o ato pode funcionar como vitrine para a pré-campanha de Flávio Bolsonaro.
O ato denominado Acorda Brasil está mobilizando apoiadores da direita para a Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (1º). Convocado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o objetivo é reunir manifestantes para cobrar o pedido de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, derrubar o veto presidencial à dosimetria das penas e criticar o governo Lula e o STF. A organização também promete ações contra o aumento de impostos e acusações de corrupção.
A concentração está marcada para as 14h, com encerramento previsto às 17h, em frente ao Masp. Um único caminhão elétrico, chamado Avassalador, deve conduzir o ato, conforme a organização. A estimativa é de até 1 milhão de pessoas na via.
Pautas centrais do protesto
Entre as bandeiras aparecem a anistia aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro e a derrubada do veto de Lula à dosimetria das penas. Segundo Nikolas, a revisão do veto é vista como crucial para reverter condenações e reduzir penas. O parlamentar também destacou que o movimento é democrático e busca ampliar a agenda política.
Críticas ao STF e cenários políticos
Críticas diretas ao STF devem constar no movimento, com pedidos de impeachment de ministros como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Embora essas pautas tenham ganhado força, a organização enfatiza que outros temas ganharam destaque para ampliar a capilaridade da mobilização.
Participantes e leitura estratégica
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), confirmaram presença. Zema afirmou que é inadmissível o que o STF faz e que há necessidade de debate público sobre o tema. Flávio Bolsonaro é apontado como possível integrante de uma chapa presidencial.
Contexto pré-eleitoral e agendas
A movimentação ocorre em meio a disputas eleitorais, com a ideia de testar narrativas e mobilização. Em entrevista, especialistas apontam que as pautas podem servir como termômetro para a base de apoio à direita. Tarcísio de Freitas não deverá comparecer, pois estará em viagem à Alemanha.
Observações finais sobre o evento
A organização afirma que a manifestação busca ampliar a participação além de um único eixo de atuação, mantendo o debate dentro do espectro democrático. Integrantes ressaltam que o ato é parte do cenário político atual e pode influenciar o debate público nas próximas semanas.
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