- Milei fará neste domingo, às 21h, no Congresso, o discurso de abertura do novo período legislativo para definir as linhas gerais da segunda metade do mandato e novas reformas.
- As prioridades incluem reformas previdenciárias, fiscais, penais e eleitorais, com o governo classificando-se como o mais reformista da história.
- Milei chegou ao início do ciclo com base consolidada após as eleições legislativas de outubro, que ampliaram sua presença no Parlamento e permitiram avanços do programa, como a reforma trabalhista aprovada pelo Congresso, apesar de greves dos sindicatos.
- No cenário internacional, o presidente mantém alinhamento com Estados Unidos e Israel, apoiando Donald Trump, e celebrou operações contra o Irã, além de reiterar acusações sobre o atentado à AMIA em 1994.
- Economicamente, a inflação caiu expressivamente nos últimos anos, com superávit fiscal registrado por dois anos consecutivos; porém o processo de ajuste teve custos como queda do consumo, abertura de importações, fechamento de empresas e perda de empregos.
O presidente da Argentina, Javier Milei, abrirá neste domingo o período legislativo com um discurso ao Congresso, definindo as linhas gerais para a segunda metade de seu mandato e novas reformas do seu projeto libertário. O pronunciamento está marcado para as 21h, em Buenos Aires, e visa esclarecer as prioridades do Executivo para o ano.
Segundo o governo, a agenda inclui medidas nos setores previdenciário, fiscal, penal e eleitoral, com o foco na continuidade de reformas que Milei classifica como centrais para o ajuste econômico. A fala encerrará um ciclo inicial marcado por rupturas e reformas estruturais.
A temporada política de 2025 foi turbulenta, com denúncias de corrupção envolvendo funcionários e episódios de instabilidade cambial. Ainda assim, Milei ampliou a presença no Parlamento após vencer as eleições legislativas de outubro, o que lhe permitiu avançar seu programa.
Congresso e prioridades
Na sexta-feira anterior, o Congresso aprovou a reforma de flexibilização trabalhista, em meio a resistência de sindicatos que convocaram várias greves desde o início do mandato em dezembro de 2023. A aprovação consolidou avanços no programa de Milei.
Analistas apontam que o movimento político do presidente é visto como necessário para sustentar o modelo econômico. A avaliação é de que a agenda de reformas pode enfrentar oposição fragmentada, ainda que haja apoio parlamentar suficiente.
Internacionalmente, Milei mantém alinhamento próximo aos Estados Unidos e Israel, com apoio ao governo de Donald Trump. O presidente elogiou ações conjuntas contra o Irã e reforçou acusações sobre participação iraniana no atentado à AMIA em 1994.
Para especialistas, o período recente teve dois destaques: o apoio financeiro externo e a vitória eleitoral que consolidou o poder na Câmara, mesmo com bancada inicialmente minoritária. A oposição aparece fragmentada sem alternativas claras.
Dados de avaliação pública indicam que Milei aparece com alta aprovação em certos setores, ainda que haja ceticismo entre segmentos da população. Enquanto isso, críticas quanto à reforma trabalhista persiste em parte da sociedade.
No âmbito econômico, houve queda da inflação ao longo de 2024 a 2025 e o país registrou superávit fiscal por dois anos consecutivos. Contabilizam-se, porém, custos como retração do consumo, abertura de importações e fechamento de empresas.
Avaliações de empresários apontam ganhos em setores específicos, como energia e agricultura, enquanto outros citam impactos negativos em determinadas cadeias produtivas. O debate sobre equilíbrio entre eficiência e proteção social continua ativo.
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