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Governo aponta escala 6×1, mas busca reduzir horas semanais, diz Marinho

Governo afirma que a meta é reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais sem redução salarial, não apenas encerrar a escala 6x1

O presidente Lula (PT) e o ministro do Trabalho, Luiz Marinho (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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  • O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que a agenda do governo não defende o fim da escala 6 x 1, mas reduzir as horas semanais de 44 para 40 sem queda de salário.
  • A prioridade é diminuir a jornada máxima para quarenta horas semanais, com dois dias de descanso, para substituir a configuração atual de quatro dias de trabalho seguidos.
  • A proposta sobre fim da escala 6 x 1 foi apresentada por Erika Hilton (PSOL-SP) e Reginaldo Lopes (PT-MG) e chegou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no dia nove de fevereiro.
  • O texto prevê jornada de oito horas diárias, quarenta horas semanais e dois dias de folga, com a negociação definindo os dias de descanso.
  • O caminho legislativo passa pela CCJ, depois por uma comissão especial, pelo Senado e, se aprovado sem alterações, será promulgado pelo Congresso Nacional; União Brasil, responsável pela indicação do relator, é contrário à mudança e tenta adiar a tramitação.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse neste domingo que a pauta trabalhista defendida pelo governo não visa o fim da escala 6×1, mas a redução de horas. O objetivo é reduzir de 44 para 40 horas semanais sem perda salarial, afirmando que a escala é a mais onerosa.

Marinho explicou que diminuir a jornada é essencial para tornar o mercado de trabalho mais flexível. Segundo ele, a redução de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso, seria definida pelas negociações entre empregadores e trabalhadores.

A fala ocorreu no contexto de divulgação de posicionamentos do governo sobre o tema, que ganhou tração após a proposta ganhar adesão de parlamentares e instituições.

Tramitação no Congresso

A proposta que visa acabar com a escala 6×1 foi apresentada por Erika Hilton (PSOL-SP) e Reginaldo Lopes (PT-MG) e chegou à CCJ da Câmara no dia 9 de fevereiro. O texto estabelece 8 horas diárias, 40 horas semanais e dois dias de folga.

Pelo rito, a CCJ analisa a constitucionalidade antes de seguir para uma comissão especial, onde o mérito será debatido. Se aprovada, a PEC ainda passará pelo Senado, com nova análise na CCJ e votação em plenário.

A CCJ escolheu Paulo Azi (União-BA) como relator da PEC, decisão apoiada pelo presidente da comissão, Leur Lomanto Júnior (União-BA), e pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O União Brasil, ligado a Azi, é contrário à mudança.

O partido já deixou claro que pretende frear a tramitação nas comissões. A estratégia é adiar a discussão para evitar que chegue ao plenário, segundo declarações públicas feitas na última semana.

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