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No território do rival veterano, rapper nepali que virou líder desafia o poder

No leste do Nepal, Balendra Shah intensifica campanha em Jhapa, mirando romper o jogo político tradicional após a indignação juvenil por mudanças

In a far flung seat, Nepal’s new guard takes on old vote machine
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  • Balendra Shah, rapper-turned-político, intensifica campanha em Jhapa antes da eleição marcada para 5 de março; concorrência direta com o ex-primeiro-ministro K. P. Sharma Oli.
  • Shah aposta em visitas espontâneas, uso intenso de redes sociais e uma equipe que elabora “promissory letters” a partir de queixas públicas para guiar o manifesto.
  • Onda de descontentamento com partidos tradicionais tem apoio variável em diferentes regiões, mantendo influência de Oli e das siglas majoritárias em partes do país.
  • Em Damak e nos distritos de Jhapa, ele recebe apoio de moradores que buscam fotos e contatos, enquanto Oli mantém comícios com caravanas e encontros formais com eleitores.
  • Desde janeiro, Shah já percorreu cerca de cinquenta dos setenta e sete distritos do Nepal, adotando um estilo de campanha mais próximo do cidadão do que o tradicional.

Damak, Nepal — Em meio à campanha para as eleições de 5 de março, Balendra Shah, rapper que virou político e figura central do Rastriya Swatantra Party (RSP), ganhou destaque ao percorrer o leste do país com apoiadores. Shah tenta levar o momentum da juventude para o cenário nacional, disputando a vaga de primeiro-ministro contra o veterano K.P. Sharma Oli.

Olhando para uma mudança de polo político, Shah visita distritos onde a população expressa cansaço com o status atual das ruling parties e com promessas não cumpridas. A corrida ocorre no contexto de críticas ao desemprego e à corrupção, temas que alimentaram as manifestações estudantis e populares de anos anteriores.

Apoiado por uma base que enxerga renovação, Shah viaja por várias regiões, em especial Jhapa, de onde Oli já conduziu sua carreira política ao longo de décadas. O desafio é grande, já que Oli acumula vitórias em seis mandatos no mesmo distrito, mantendo influência regional significativa.

Os apoiadores do RSP acompanham a passagem de Shah, buscando fotografias rápidas, cumprimentos breves e contato próximo. Em Damak, o cenário inclui familiares, trabalhadores migrantes e jovens que veem na candidatura uma oportunidade de mudança. A agenda inclui encontros com eleitores, visitas a mercados e a participação em cerimônias comunitárias.

O RSP utiliza uma cadência de campanhas diferente: Shah conduz grande parte da mobilização via redes sociais e lidera equipes que registram queixas públicas e prioridades locais. Parte do método envolve a entrega de cartas de promessas que consolidam demandas populares em um manifesto.

Enquanto Shah busca consolidar apoio, Oli mantém a estratégia tradicional de visitas presenciais a comunidades. Em Gauriganj, no distrito rural de Jhapa, o ex-primeiro-ministro é recebido por uma estrutura montada com uma mesa, um assento para cumprimentos e um sorriso contido, sinal de foco na interação direta com eleitores.

Entre eleitores, o suporte a Oli persiste em alguns setores, apesar do cansaço com a política estabelecida. Jovens e moradores de áreas rurais mencionam a necessidade de liderança que acompanhe mudanças econômicas e sociais, bem como maior transparência nas ações governamentais.

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