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PGR se opõe à prisão domiciliar de condenado por assassinato de Marielle

PGR rejeita prisão domiciliar a Robson Calixto, condenado a nove anos por intermediar contatos entre Brazão e milicianos nos assassinatos de Marielle Franco

Robson Calixto, conhecido como Peixe, é um dos acusados pela morte de Marielle Franco. Foto: Reprodução
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  • A PGR se manifestou contra prisão domiciliar a Robson Calixto, ex-assessor de Domingos Brazão no Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, condenado a nove anos por intermediar contatos entre os irmãos Brazão e milicianos no caso Marielle Franco.
  • Chiquinho Brazão e Domingos Brazão foram condenados a 76 anos cada um por serem os mandantes do assassinato de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
  • Na quarta-feira (25), os advogados de Calixto solicitaram ao Supremo Tribunal Federal prisão domiciliar humanitária devido a suspeita de câncer de próstata.
  • O vice-procurador-geral Hindenburgo Chateaubriand negou a progressão de regime, mas autorizou que Calixto realize exames médicos fora da prisão, sob supervisão.
  • O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, ainda deverá decidir sobre o pedido de prisão domiciliar.

A Procuradoria-Geral da República se posicionou contrariamente à concessão de prisão domiciliar a Robson Calixto, ex-assessor de Domingos Brazão no TCE do Rio de Janeiro. Calixto foi condenado a nove anos de prisão por intermediar contatos entre os irmãos Brazão e milicianos, no caso que envolve Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes.

A decisão envolve ainda Chiquinho Brazão, ex-deputado federal, e Domingos Brazão, ex-conselheiro do TCE, que foram condenados a 76 anos como mandantes do crime. O julgamento ocorreu recentemente e trouxe desdobramentos sobre a participação dos réus no assassinato.

Na quarta-feira, 25, advogados de Calixto solicitaram ao STF a prisão domiciliar humanitária, com base em suspeita de câncer de próstata. O vice-procurador-geral Hindenburgo Chateaubriand negou a progressão de regime, mas autorizou exames médicos.

Chateaubriand afirmou que há apenas uma suspeita de neoplasia maligna e que a junta médica do Hospital Central da Polícia Militar indicou não haver necessidade de alterar o regime atual. A autorização permanece restrita a saídas supervisionadas para exames em rede privada.

O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, ainda precisa decidir sobre o pedido de prisão domiciliar. Até lá, Calixto permanece sob custódia, com a autorização apenas para exames.

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