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Rotina de Bolsonaro na prisão: 144 atendimentos e 7h de sono, aponta relatório

STF mantém Bolsonaro na Papudinha; relatório aponta 144 atendimentos em 39 dias, sono de sete horas e caminhadas sob escolta

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  • O STF negou a prisão domiciliar humanitária de Jair Bolsonaro, que permanece no 19º Batalhão da PM (Papudinha), com atendimento médico contínuo.
  • Em 39 dias de análise, Bolsonaro teve 144 atendimentos médicos, dorme cerca de sete horas por noite e faz caminhadas diárias de aproximadamente 1 km sob escolta.
  • A perícia médica aponta comorbidades sob controle, mas aponta alimentação com baixo consumo de alimentos naturais e alto uso de ultraprocessados; não houve necessidade de transferência hospitalar.
  • O acompanhamento inclui visitas semanais de fisioterapeuta particular, acompanhamento do médico particular e 13 sessões entre o período avaliado, mantendo dieta e atividades sob supervisão.
  • Houve intensa atividade política na prisão, com 36 visitas de terceiros, além de visitas da família, assistências religiosas e reuniões com advogados; questões de segurança foram citadas para manter a prisão.

O STF negou o pedido de prisão domiciliar humanitária de Jair Bolsonaro e manteve a prisão no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha. A decisão, fundamentada em relatório médico, aponta atendimento adequado e rotina estável do ex-presidente.

Ao longo de 39 dias analisados, entre 15 de janeiro e meados de fevereiro de 2026, Bolsonaro teve 144 atendimentos médicos, com média de quase quatro por dia. O relatório também registra sete horas de sono diárias, sessões de programas esportivos e caminhadas sob escolta.

O laudo da perícia médica da Polícia Federal descreve hábitos de sono, leitura pela manhã e refeições. O ex-presidente afirmou dormir por volta das 22h e acordar às 5h, com ajuste para acordar às 8h em alguns dias.

Alimentação

A perícia aponta alimentação inadequada às condições de saúde, com baixo consumo de frutas, verduras e hortaliças. Houve registro de uso frequente de ultraprocessados e açúcares, sem controle dietético para as comorbidades, como refluxo.

Apesar das observações sobre alimentação, o documento afirma que o ambiente prisional tem capacidade de oferecer dieta fracionada e suporte assistencial. O relatório também cita hábitos intestinais de três a quatro evacuações por semana.

Sono, refluxo e proteção solar

Relatos indicam roncos e despertares frequentes, com melhora de cerca de 80% após o uso de aparelho CPAP. A continuidade do acompanhamento em medicina do sono foi recomendada. No refluxo, houve uso de medicação, mas medidas comportamentais apresentam falhas.

Caminhadas diárias, externas e sob escolta, são parte da rotina de exercícios, com orientação de prevenção ao câncer de pele, incluindo filtro solar e proteção UV.

Visitas e atividade política

A análise destaca intensa atividade política na prisão. Em 39 dias, Bolsonaro recebeu 36 visitas de terceiros, além de visitas fixas da esposa e dos filhos. Entre os visitantes estão o governador de São Paulo e alianças de senadores e deputados.

Também houve assistência religiosa em quatro ocasiões e reuniões com advogados em 29 dias do período avaliado. A documentação ressalta o papel de visitas como componente da rotina do ex-presidente.

Conclusões da autoridade judiciária

O ministro Alexandre de Moraes ressaltou que o ambiente carcerário atende às necessidades e preserva a dignidade da pessoa. O pedido de prisão domiciliar humanitária foi indeferido, com base na avaliação de que não há justificado risco de fuga e de que as condições são adequadas para a administração da condenação.

Bolsonaro segue cumprindo pena de 27 anos e 3 meses de reclusão em regime inicial fechado, conforme determinação do STF.

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