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Remédio no carrinho: Câmara libera venda de medicamentos em supermercados

Decisão só entrará em vigor após a aprovação do Senado e sanção presidencial.

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Governo libera evnda de remédios em farmácias. Imagem: FreePik,
  • Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que permite a venda de medicamentos de venda livre em supermercados, farmácias e drogarias, desde que atendam às normas da Anvisa.
  • A proposição, de autoria do deputado João Silva (PSD), modifica a Lei nº 5.991/1973, para ampliar o funcionamento de pontos de venda.
  • O relator, deputado Carlos Pereira (PSDB), afirma que a medida visa facilitar o acesso, principalmente em regiões com pouca oferta de farmácias.
  • Se passar pelo Senado e for sancionada, a venda em supermercados terá regras específicas, como separação entre medicamentos livres e controlados e orientação pelo estabelecimento.
  • O tema gerou debates sobre segurança e fiscalização; defensores dizem que a medida reduz custos e aumenta o acesso, integrando um pacote de modernização do setor farmacêutico.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (2) o projeto de lei que autoriza a venda de medicamentos em supermercados.

A proposta já havia passado pelo Senado e agora aguarda sanção presidencial. A tramitação foi acelerada após a aprovação de um requerimento de urgência, o que levou o texto diretamente ao plenário.

Pelas regras aprovadas, os supermercados poderão instalar farmácias ou drogarias dentro das áreas de venda, desde que em ambiente físico delimitado, separado das gôndolas comuns e exclusivo para a atividade farmacêutica.

A medida exige a presença obrigatória de um farmacêutico durante todo o horário de funcionamento e mantém a restrição para medicamentos controlados, que só poderão ser entregues após o pagamento e sob rigoroso controle.

A proposta é de autoria do senador Efraim Filho (União Brasil-PB) e já havia sido aprovada pelo Senado. Agora, segue para sanção presidencial.

Supermercados poderão vender os remédios diretamente ou em parceria com farmácias

A operação poderá ser feita diretamente pelo supermercado, sob a mesma identidade fiscal, ou por meio de contrato com farmácia ou drogaria licenciada e registrada nos órgãos competentes.

O texto determina ainda o cumprimento de todos os requisitos sanitários estabelecidos pela autoridade reguladora, incluindo normas de controle, armazenamento e dispensação de medicamentos.

Segundo o relator, deputado Zacharias Calil (União Brasil-GO), a proposta não representa uma liberação irrestrita da venda. “O projeto não trata de liberação irrestrita, mas de organização regulada da atividade, com espaço físico segregado, presença obrigatória de farmacêutico e cumprimento rigoroso das normas”, afirmou.

A justificativa da proposta é ampliar o acesso da população a medicamentos sem flexibilizar os padrões de segurança sanitária já existentes.

 

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