- Marília Arraes, que deixa o Solidariedade para se filiar ao PDT, publicou vídeo anunciando candidatura ao Senado e dizendo que “não tem volta”.
- Ela afirma que vai disputar o Senado independentemente do apoio de João Campos ou do presidente Lula, adotando voo solo.
- A indefinição de João Campos sobre a composição da chapa tem atrasado articulações e gerado pressão por definição de candidaturas no interior de Pernambuco.
- Pesquisas Datafolha apontam Marília na liderança das intenções de voto para o Senado, entre 36% e 40%, dependendo dos nomes concorrentes.
- A deputada recebe apoio de aliados, como o presidente da Assembleia Legislativa, Álvaro Porto, e a confirmação da filiação ao PDT sinaliza que disputará a vaga.
Marília Arraes anunciou, de forma pública e contundente, que disputará o Senado, mesmo sem o apoio definido de João Campos ou do presidente Lula. Em vídeo divulgado neste domingo, ela afirmou que é candidata ao Senado e que não voltará atrás, sinalizando uma atuação independente em relação à chapa prevista para Pernambuco.
A ex-deputada, que deixa o Solidariedade para ingressar no PDT, aponta que pode atuar sozinha caso o acordo com João Campos não se confirme. O senador Humberto Costa aparece como único nome confirmado na chapa, com outros dois nomes fortes considerados, além de Marília, para compor a candidatura.
Segundo o portal UOL, a manifestação de Marília foi uma resposta à demora de João Campos em sinalizar os nomes da chapa. João Campos, procurado pela reportagem, disse não comentar o vídeo.
Para Marília e demais postulantes que aguardam a definição, a indefinição atrasa a articulação dos nomes e gera disputas internas sobre alianças entre Senado e Câmara, com diferenças de posição entre grupos de apoio.
A liderança de Marília nas pesquisas de intenção de voto em Pernambuco é apontada pela coleta Datafolha de fevereiro, com 36% a 40% dependendo dos nomes da chapa. A sondagem destaca apoio entre eleitores da região.
Entre os apoiadores de Marília, está o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto (PSDB). A mudança para o PDT indica prioridade por alianças mais amplas, segundo o partido, que confirmou a filiação de Marília.
O atraso na formação da chapa também envolve o fortalecimento de alianças regionais, sobretudo para disputar votos no interior, onde Raquel Lyra, hoje governadora, tem maior influência e apoio local.
Entre os nomes cogitados, Silvio Costa Filho (Republicanos) aparece como possível candidato, mas com desempenho elevado menor nas pesquisas, ocupando posições intermediárias. Miguel Coelho, ex-prefeito de Petrolina, perdeu espaço após investigações e queda de popularidade.
Deputado Eduardo da Fonte (PP), líder da federação União Progressista, também foi cotado, porém sua posição está sob escrutínio por impactos políticos com o governo estadual em curso.
Para o cientista político Arthur Leandro, da UFPE, a estratégia de Marília busca antecipar a definição e criar um fato consumado, usando a pré-candidatura como ferramenta de poder e aumentando o custo de recuo de alianças.
A campanha de Marília já envolve uma leitura sobre a coalizão e o equilíbrio entre as forças locais e nacionais, com a possível expectativa de reaparição de desentendimentos passados entre PT e PSB em Pernambuco.
Nas eleições anteriores, Marília já enfrentou tensões com o campo da esquerda. Em 2018, disputou o governo estadual e chegou a romper com o PT, migrando para outras legendas e, posteriormente, buscando novas alianças que marcaram a atuação política na região.
Entre na conversa da comunidade