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Moraes absolve homem condenado por furtar kit de recém-nascido

Moraes absolve homem condenado por furto de kit recém-nascido, aplicando o princípio da insignificância após a recuperação integral dos bens

Foto: Rosinei Coutinho/STF
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  • O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes absolveu um homem condenado a três anos de prisão por furto qualificado, com base no princípio da insignificância.
  • Em 2021, o acusado furtou de uma farmácia um kit recém-nascido, duas latas de leite e um copo de treinamento com controle de temperatura, itens recuperados pela loja.
  • Um funcionário da drogaria abordou o infrator na saída e recuperou os objetos.
  • A Defensoria Pública recorreu ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que reduziu a pena para três anos e dois meses; o STJ negou recurso, alegando reincidência em crimes patrimoniais.
  • O STF manteve a absolvição, argumentando que houve recuperação integral dos bens e que a conduta apresentava insignificância penal.

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes absolveu um homem condenado a três anos de prisão por furto qualificado. O despacho, assinado nesta segunda-feira, recorreu ao princípio da insignificância para justificar a decisão.

Em 2021, o homem furtou de uma farmácia itens considerados de alimentação para recém-nascidos, incluindo um “kit recém-nascido”, duas latas de leite e um copo de treinamento com controle de temperatura. Um funcionário da drogaria abordou o infrator na saída e recuperou os itens.

A Defensoria Pública inicialmente recorreu ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que reduziu a pena de três anos e nove meses para três anos e dois meses de reclusão. O Superior Tribunal de Justiça negou o recurso, alegando reincidência do réu em crimes patrimoniais.

A Defensoria recorreu ao STF, que acabou favorecendo o réu. Segundo Moraes, há constrangimento ilegal evidente, uma vez que houve a recuperação integral dos bens, tornando desnecessária a aplicação da lei penal diante da insignificância da conduta.

O ministro afirmou ainda que, considerando as circunstâncias especiais do caso, a subtração de itens destinados à alimentação não apresenta contours penalmente relevantes, o que justifica a incidência do princípio da insignificância.

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