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CPMI avalia recurso contra anulação de quebra de sigilo de amiga de Lulinha

CPMI avalia recurso ao STF contra anulação de quebra de sigilo de amiga de Lulinha, apontando risco de blindagem do filho do presidente

Lulinha está na mira da CPMI, que é comandada pela oposição
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  • A CPMI do INSS avalia levar o caso ao STF contra a decisão do ministro Flávio Dino, que anulou a quebra de sigilo da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha.
  • A anulação é vista como manobra para blindar o filho do presidente Lula; o presidente da CPMI, senador Carlos Viana, criticou a decisão.
  • A Advocacia do Senado estuda o caso, com possibilidade de acionar a Justiça se a liminar se espalhar para outros autos, incluindo Lulinha; a CPMI aprovou 87 quebras de sigilo.
  • Viana contestou o argumento de Dino de quebra em bloco, dizendo que tal prática é comum e que a decisão demonstra desconhecimento da dinâmica do Parlamento.
  • Roberta Luchsinger figura na operação Sem Desconto da PF, que apura acusações ligadas ao núcleo político do grupo ligado ao Careca do INSS, incluindo vínculos com o lobista e possíveis repasses envolvendo Lulinha.

A CPMI do INSS avalia acionar o STF contra a decisão do ministro Flávio Dino, que determinou a anulação da quebra de sigilo da empresária Roberta Luchsinger. A medida foi contestada pela comissão como tentativa de blindar o filho do presidente Lula.

A reportagem aponta que Roberta Luchsinger mantém relação de amizade com Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A anulação da quebra de sigilo é vista pela CPMI como potencial manobra para favorecer o entorno do presidente.

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana, criticou a decisão de Dino, afirmando que a liminar demonstra inquietação institucional. O Congresso analisa a possibilidade de ampliar o alcance da medida a outros casos, inclusive envolvendo Lulinha.

A Advocacia do Senado avalia o caso e deve considerar medidas legais adicionais, caso a liminar venha a abranger novas situações. A CPMI já havia aprovado 87 requerimentos de quebra de sigilo, cujos impactos ainda são discutidos.

Viana rebateu o argumento de que houve quebra de sigilos em bloco, argumento usado pelo ministro do STF. O parlamentar sustenta que votações em bloco são práticas comuns no Parlamento e não violam o regimento.

Segundo a CPMI, a quebra de sigilos é crucial para apurar possíveis irregularidades no INSS. O relatório final está em elaboração, com o objetivo de fundamentar as conclusões do relator, deputado Alfredo Gaspar.

O presidente da CPMI sugeriu que as apurações podem provocar reação política, caso avancem para o núcleo do poder. A ideia é esclarecer se Lulinha recebeu repasses investigados no esquema no INSS.

Roberta Luchsinger foi alvo da operação Sem Desconto, conforme a Polícia Federal. A PF aponta que ela integraria o núcleo político do grupo associado ao chamado Careca do INSS e atuaria na movimentação de recursos e na gestão de estruturas empresariais para ocultação de patrimônio.

Nos autos, a PF cita três menções ao nome de Lulinha. Um ex-sócio do Careca afirma que ele seria sócio de um lobista em negócio de cannabis medicinal, com repasse de cerca de 25 milhões de reais e uma suposta mesada de 300 mil reais.

A emissão de passagens aéreas com o mesmo código de reserva é citada pela PF como indício de vínculo entre Lulinha e Roberta Luchsinger, sem esclarecer quem arcou com os custos. A análise considera aquisição conjunta de passagens.

Mensagens interceptadas indicam orientação para pagamento de 300 mil reais para “o filho do rapaz”. A leitura da PF sugere referência direta a Lulinha, reforçando a hipótese de atuação de um sócio oculto do lobista.

Segundo reportagem do Estadão, Lulinha teria admitido que houve pagamento da viagem a Portugal pelo Careca. A viagem e a hospedagem em Lisboa teriam sido custeadas por Antonio Carlos Camilo Antunes.

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