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Grupo de Vorcaro é investigado por acesso a dados da PF, MP e Interpol

Operação apura acesso indevido a dados sigilosos da PF, Ministério Público Federal e Interpol por núcleo ligado a Daniel Vorcaro

O banqueiro Daniel Vorcaro, do liquidado Banco Master. (Foto: Márcio Gustavo Vasconcelos/Wikimedia Commons)
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  • A terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta, investiga fraudes bilionárias e uma estrutura de inteligência paralela ligada ao banqueiro Daniel Bueno Vorcaro, controlador do Banco Master.
  • O principal operador, conhecido como “Sicário”, usava credenciais de terceiros para acessar sistemas restritos, incluindo da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e da Interpol.
  • A investigação aponta que a rede monitorava diligências e repassava dados a integrantes da organização, com ordens vindas diretamente de Vorcaro; o grupo é descrito como uma “milícia privada”.
  • Vorcaro foi preso em São Paulo, com três mandados de prisão preventiva cumpridos e quinzena de buscas em São Paulo e em Minas Gerais; o cunhado Fabiano Zettel é procurado e deve se entregar.
  • Ainda na operação, dois servidores de carreira do Banco Central foram afastados por envolvimento com o banqueiro.

A deflagração da terceira fase da Operação Compliance Zero revelou que a equipe do empresário Daniel Bueno Vorcaro, controlador do Banco Master, operava fraudes bilionárias e mantinha uma estrutura de inteligência capaz de invadir sistemas sensíveis de segurança nacional e internacional. O objetivo principal seria monitorar investigações e neutralizar riscos para o grupo.

Segundo a decisão do ministro André Mendonça, do STF, houve acesso indevido a bancos de dados sigilosos. O operador central desse núcleo, identificado pelo codinome Sicário, utilizava credenciais de terceiros para consultar sistemas restritos da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e de organismos internacionais, como a Interpol.

A investigação aponta que as ordens de monitoramento partiam diretamente de Vorcaro e não se limitavam a autoridades: alcançavam jornalistas e outras pessoas consideradas de interesse para os negócios do Banco Master. A atuação visava preservar os ilícitos do grupo.

A acusação descreve que a estrutura contava com um grupo informal chamado A Turma, liderado por dois agentes, com um policial aposentado responsável por vigilância clandestina. O ministro aponta que o funcionamento se assemelhava a uma milícia privada.

Vorcaro foi preso em São Paulo, acompanhado por outros três mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão no estado e em Minas Gerais. O cunhado dele, Fabiano Zettel, empresário e pastor, também é procurado pela PF e deve se apresentar.

A operação também resultou no afastamento de dois servidores de carreira do Banco Central, ligados ao banqueiro, durante as investigações em curso. A defesa de Vorcaro ainda não respondeu ao contato da Gazeta do Povo.

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