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Moraes ordena a 57 tribunais explicarem penduricalhos por equiparação ao MP

Ministro Moraes exige que 57 tribunais expliquem pagamentos de penduricalhos por equiparação ao Ministério Público, com prazo de cinco dias úteis

Alexandre de Moraes durante o quinto dia do julgamento da trama golpista no STF
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  • O ministro Alexandre de Moraes determinou que setenta e sete tribunais expliquem penduricalhos pagos por equiparação ao Ministério Público ou a outras carreiras.
  • São vinte e sete tribunais de Justiça, vinte e quatro tribunais regionais do trabalho e seis tribunais regionais federais, que precisam prestar explicações.
  • O prazo para apresentação das explicações é de cinco dias úteis, com fim na sexta-feira.
  • A discussão acompanha o tema de simetria entre carreiras, questionando se vantagens do Ministério Público devem ser estendidas aos magistrados.
  • Além de Moraes, outros ministros ordenaram a suspensão desses penduricalhos; o procurador-geral da República sugeriu limitar pagamentos retroativos ao teto de R$ 46 mil.
  • A regulamentação também vale para parcelas atrasadas ou acumuladas, como licença-compensatória e adicional de tempo de serviço; pagamentos devem ocorrer nos próximos 45 dias ou serão cortados.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que 57 tribunais façam explicações sobre penduricalhos pagos ou calculados por equiparação ao Ministério Público. A medida envolve verbas de servidores e magistrados ligadas a carreiras específicas.

Foram 27 tribunais de Justiça, 24 tribunais regionais do trabalho e 6 tribunais regionais federais que deverão responder. O despacho fixou prazo de cinco dias úteis a partir da segunda-feira para as explicações, com o encerramento previsto para a sexta-feira.

A ação discute a licença-prêmio e o pagamento em dinheiro quando o benefício não foi usufruído, envolvendo a ideia de simetria entre carreiras. O foco é se vantagens concedidas ao Ministério Público devem ser estendidas automaticamente à magistratura.

Medidas adicionais e contexto

Além de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino orientaram tribunais a interromper pagamentos de penduricalhos nos contracheques. O CNMP, presidido pelo procurador-geral Paulo Gonet, recomendou que pagamentos retroativos não ultrapassem o teto de R$ 46 mil por mês.

A determinação também abrange parcelas de benefícios contenciosos ou acumulados, como licença-compensatória, adicional de tempo de serviço e a parcela autônoma de equivalência. Os pagamentos remanescentes devem ser cortados dentro de 45 dias.

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