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Alckmin deixa ministério em abril, mas permanece como vice de Lula

Alckmin deixa o ministério em abril e segue como vice de Lula; definição da candidatura em São Paulo depende da chapa e das regras eleitorais

O vice-Presidente da República e Ministro, Geraldo Alckmin
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  • Geraldo Alckmin sinalizou deixar o Ministério em abril, mas permanecer como vice-presidente da República; a descompatibilização exige seis meses antes da eleição, marcada para 4 de outubro.
  • Como vice, ele não precisa renunciar, mas não pode assumir a Presidência nos seis meses que antecedem o pleito; se assumir, fica inelegível.
  • O presidente Lula ainda não definiu oficialmente a situação de Alckmin; há pressão interna para que ele concorra a São Paulo, estado que já governou.
  • Há possibilidade de Alckmin disputar o Senado, mas o governo já aponta Haddad como provável governador de São Paulo, com Tebet e Marina Silva cotadas para o Legislativo.
  • A percepção interna é de que Alckmin deve permanecer no cargo, mas a decisão só deve ficar clara com a definição da chapa em São Paulo, ainda sem formalização na Justiça Eleitoral.

Geraldo Alckmin, vice-presidente da República e ministro, sinalizou que deixará o governo em abril para concorrer em São Paulo. Pela Constituição, o prazo de descompatibilização é de seis meses antes do pleito, marcado para 4 de outubro. Como vice, ele não precisaria renunciar apenas por concorrer.

Hoje, o ministro indicou que seguirá no cargo caso mantenha a vice-presidência. Caso deseje concorrer, não poderá assumir a Presidência nos seis meses anteriores ao pleito. Segundo o advogado eleitoral Alberto Rollo, manterá a inelegibilidade se assumir o cargo nesse período.

O presidente Lula ainda não definiu oficialmente o que fará. O Planalto comenta que Alckmin só deixará o cargo se quiser, mas há pressão por uma eventual entrada dele na disputa de São Paulo, estado que já governou quatro vezes. Petistas ainda avaliam outros cenários para o governo estadual.

Cenários de alianças e candidaturas

Apesar dos elogios públicos a Alckmin, há diferentes motivos para o lançamento dele. O perfil de centro e conservador pode favorecer a eleição, além de abrir espaço para negociações com siglas de centro em uma eventual composição de chapa.

A possibilidade de ele concorrer ao Senado é tratada como improvável por alguns interlocutores. Internamente, Lula tem sinalizado outras prioridades, como a candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo. Também há cotação de Simone Tebet e Marina Silva para o Legislativo.

Situação atual e próximos passos

O governo permanece com a expectativa de manter Alckmin no Planalto, embora sem decisão final. A definição sobre a chapa envolvendo São Paulo deve ficar mais clara apenas com o andamento das negociações e da formalização junto à Justiça Eleitoral, prevista para o segundo semestre.

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