- A Polícia Federal deflagrou operação para investigar um esquema de corrupção na Polícia Civil de São Paulo, com 17 mandados de busca e apreensão e 11 de prisão preventiva.
- A ação envolve a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/SP) e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo, com acompanhamento da Corregedoria da Polícia Civil.
- Segundo a PF, doleiros e operadores financeiros pagavam vantagens a agentes públicos, usando fraude processual, manipulação de investigações e destruição de provas para manter as atividades ilícitas.
- Pelo menos três agentes da Polícia Civil ainda não identificados publicamente foram presos até o momento.
- O MP afirmou que o grupo blindava criminosos com pagamentos de propina, e que as fraudes envolviam intermediação de doleiros, empresas de fachada e simulação de operações de importação para lavar dinheiro.
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira 5 uma operação que mira um esquema de corrupção na Polícia Civil de São Paulo. Ao todo, são 17 mandados de busca e apreensão e 11 de prisão preventiva. A ação envolve órgãos nacionais e estaduais de combate à criminalidade.
Segundo a PF, a investigação conta com a participação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em São Paulo (FICCO/SP) e do Gaeco do Ministério Público Estadual. A Corregedoria da Polícia Civil acompanha o cumprimento dos mandados.
A PF afirmou que o grupo envolvido, composto por doleiros e operadores financeiros, estruturou um sistema de vantagens indevidas a agentes públicos. Fraude processual, manipulação de procedimentos investigativos e destruição de provas teriam sido utilizados para manter as atividades ilícitas.
Ainda não foi divulgada a lista de alvos pela corporação, mas pelo menos três agentes da Polícia Civil foram detidos até o momento, não identificados publicamente pela PF.
O Ministério Público explicou que a organização blindava criminosos com pagamentos sistemáticos de vantagens a agentes públicos. Também afirmou que investigações eram manipuladas e provas eram destruídas para evitar responsabilização.
De acordo com as informações, membros da Polícia Civil recebiam relatórios sobre movimentações financeiras, indicavam alvos e cobravam propinas para não prosseguir com investigações. Doleiros teriam intermediado os pagamentos, enquanto empresas de fachada e operações de importação simuladas serviriam para lavagem de dinheiro.
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