- O procurador-geral da República, Paulo Gonet, rebateu críticas do ministro André Mendonça sobre a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
- Gonet citou o impacto de providências cautelares sobre valores fundamentais, mencionando o evento fúnebre ocorrido durante a operação e a tentativa de suicídio de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, que segue em estado grave.
- Na petição protocolada na sexta-feira (6), ele sustenta que o grande volume de páginas das investigações impediu a análise no prazo exigido por Mendonça.
- Vorcaro foi preso e encaminhado à Penitenciária Federal de Brasília, após revelações de que criaria uma milícia privada para monitorar e silenciar entraves aos seus negócios.
- A Polícia Federal vê risco de que a rede de contatos do banqueiro nos Poderes possa atrapalhar as apurações; senadores citam o caso para defender pena máxima de segurança.
O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, respondeu a críticas do ministro do STF André Mendonça sobre a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Mendonça havia lamentado a ausência de posicionamento oficial do órgão. O caso tramita em Brasília, com a prisão já efetuada.
Gonet mencionou automaticamente o episódio envolvendo Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o chamado Sicário, que sofreu uma tentativa de suicídio durante a operação relacionada às investigações. Mourão permanece em estado grave, segundo informações oficiais.
Na petição protocolada nesta sexta-feira (6), o PGR destacou o volume de páginas das investigações, afirmando que a quantidade dificultou a análise dentro do prazo estabelecido por Mendonça. Acritério técnico foi citado como entrave para manifestação.
Vorcaro foi preso e encaminhado à Penitenciária Federal de Brasília após suspeitas de ter formado uma milícia privada para monitorar e silenciar entraves aos seus negócios. A PF avalia que contatos na cúpula dos Poderes poderiam dificultar as apurações.
A diferença de visão persiste: a PF defende que o caso envolve risco a investigações, enquanto Gonet aponta que medidas cautelares devem ser avaliadas com cuidado, mesmo diante de gravidade dos fatos. Senadores Magno Malta e Eduardo Girão participaram de defesa à necessidade de maior rigor prisional para o suspeito.
Divergências entre órgãos
Enquanto Mendonça cobra clareza do PGR, a defesa do banco sustenta que a prisão foi precipitada. A PGR afirma que as decisões devem considerar tempo, técnica jurídica e proporcionalidade, sem prejulgamentos.
As informações são atualizadas conforme novos dados surgem durante as apurações. Não há conclusão anunciada sobre o desfecho do caso.
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