- O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, escolheu o comissário José Luis Santafé Arnedo, hoje chefe superior da Polícia Nacional em Baleares, como novo diretor adjunto operacional (DAO) em substituição ao ex-chefe José Ángel González Jiménez, que pediu demissão em 17 de fevereiro após denúncias de agressão sexual.
- A nomeação ocorre poucas horas após o encerramento do prazo para candidaturas, em uma tentativa de encerrar a crise causada pela saída do anterior diretor.
- Santafé cumpriu grande parte de sua carreira em Baleares e tem atuação marcada em segurança cidadã; sua missão inicial será elevar a moral de mais de 74 mil agentes.
- O processo para o novo DAO começou formalmente em 23 de fevereiro, com prazo de sete dias úteis para as candidaturas por livre designação, restrito a comisários principais e sujeitos a condições de aptidão.
- Apesar de rumores sobre uma indicação feminina, Marlaska optou por Santafé, após o episódio envolvendo González Jiménez ter levado a críticas sobre o desempenho institucional e a necessidade de revisar protocolos de assédio.
O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, escolheu o comissário José Luis Santafé Arnedo para ser o novo diretor adjunto operativo da Polícia Nacional. Santafé era, até então, chefe superior da Polícia Nacional em Baleares. A decisão substitui o também comissário José Ángel González Jiménez, que demitiu-se após o surgimento de uma denúncia de agressão sexual contra ele.
A nomeação ocorreu poucas horas após o encerramento do prazo para candidatura ao cargo. Marlaska busca encerrar a crise desencadeada pela demissão de González Jiménez, após a notícia da acusação apresentada por uma subordinada. A escolha recai sobre um homem, segundo apurações internas, que reúne experiência na área de segurança cidadã.
Santafé ingressou na Polícia em 1990 e, ao longo da carreira, atuou principalmente em Baleares. Ele comandou unidades de ordem pública e prevenção de crimes e ocupou cargos em Madrid e Illes Balears. Em 2005 foi promovido a inspetor-chefe e em 2012 alcançou a patente de comissário.
Entre 2020 e 2023, o comissário exerceu funções de liderança em baleares e, segundo relatos, mantinha boa relação pessoal com González Jiménez. O novo DAO terá como missão principal recuperar a moral entre mais de 74 mil agentes sob sua gestão, ainda impactados pela crise recente.
Interior abriu o processo para escolha do novo DAO em 23 de fevereiro, por via de designação livre. O edital previa prazo de sete dias úteis para candidaturas, com currículos anexos via intranet e comprovação de méritos. Podiam concorrer apenas comissários principais.
Grande-Marlaska informou, em audiência no Congresso, que o episódio é grave, mas que não poderia permitir que a investigação do caso prejudique a imagem da Polícia. O ministro anunciou revisão extraordinária dos protocolos internos contra o assédio sexual na Polícia Nacional e na Guarda Civil.
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