- O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, elogiou a prisão de Daniel Vorcaro e disse desejar que ele morra na cadeia.
- Vorcaro foi preso na terceira fase da Operação Compliance Zero; mensagens no celular dele indicam proximidade com autoridades e políticos.
- Entre as pessoas citadas nas mensagens estão o presidente da Câmara, Hugo Motta, o senador Ciro Nogueira e o ministro Alexandre de Moraes.
- Já havia informações sobre um contrato de R$ 129 milhões entre o Master e a mulher de Moraes, relacionado a defesa de interesses na Câmara, no Banco Central e na Receita Federal.
- A PF afirmou que Vorcaro mantinha uma “milícia privada” que espionava e ameaçava adversários, autoridades e jornalistas; um de seus ajudantes, conhecido como “Sicário”, foi detido e tentou suicídio na prisão.
A prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero. Na inauguração do parque do Aricanduva, em São Paulo, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) comentou o caso de maneira pública, elogiando a prisão durante o discurso.
O empresário foi detido anteontem pela Polícia Federal, sob suspeita de organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro. As investigações apresentaram mensagens no celular de Vorcaro sugerindo proximidade com autoridades e figuras políticas de desafio aos interesses da instituição.
Entre os contatos identificados estão parlamentares e ministros, incluindo menções a membros do STF, segundo os relatos. Além disso, havia registro de eventual conexão com o funcionamento de escritórios ligados a familiares de autoridades.
A apuração também apontou um contrato de 129 milhões envolvendo o Master e a mulher de um ministro, com alegações de atuação de escritório de defesa em órgãos públicos e no Congresso. Outras envolveções apontaram participação de ministros em negócios ligando Vorcaro a decisões regulatórias.
Relatos indicam que Vorcaro esteve em Brasília em 2025 para encontros ligados a negociações envolvendo o BRB na aquisição do Master. Em 2024, o banqueiro teve encontro com o presidente Lula, acompanhado de ex-funcionários e aliados.
A operação revelou ainda a existência de uma possível milícia privada associada a Vorcaro, com atividades de espionagem, coleta de informações e ameaças. Um dos ajudantes detidos, conhecido como Sicário, chegou a tentar suicídio na prisão.
A PF informou que o Sicário atuava na obtenção de informações sigilosas, monitoramento de adversários e neutralização de situações sensíveis aos interesses do grupo. A defesa nega lará de informações oficiais sobre o estado de saúde do preso.
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