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Ato em SP pede fim da violência contra mulheres e da escala 6×1

Mulheres marcham na Paulista sob chuva, pedindo fim da violência e da escala 6×1; ato cobra leis contra misoginia e políticas públicas efetivas

Ato de mulheres em 8 de Março de 2026 em São Paulo. Foto: Nelson Almeida/AFP
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  • Milhares de mulheres fizeram, em São Paulo, um ato na Avenida Paulista, com caminhada até a Praça Roosevelt, apesar da chuva; o protesto marcou o Dia Internacional da Mulher.
  • O movimento pediu fim da violência contra as mulheres, combate ao feminicídio e cobrança por orçamento público e medidas efetivas, além de manifestação contra a violência política.
  • Instalou-se na via uma exposição de sapatos femininos para simbolizar vítimas de feminicídio e bonecas em frente ao Fórum Pedro Lessa, destacando também casos de abusos e misoginia.
  • O ato defende a aprovação de um projeto de lei no Congresso que crime a misoginia e critica a influência de discursos misóginos na internet.
  • Em 2025, o estado de São Paulo registrou 270 feminicídios, alta de 96,4% frente a 2021, e o movimento reforçou a pauta pela poluição de direitos e pela redução da escala 6×1.

Na tarde de domingo, 8, milhares de mulheres se reuniram na Avenida Paulista, em São Paulo, para o ato Em Defesa da Vida das Mulheres, reproduzindo o Dia Internacional da Mulher. O protesto ocorreu mesmo com forte chuva e seguiu em caminhada até a Praça Roosevelt, com faixas e sombrinhas destacando o fim da violência contra as mulheres.

A organização do ato ficou a cargo do Levante Mulheres Vivas, com participação de diversos movimentos sociais e sindicais, incluindo CUT SP, UNE, MAB, MST, MTST e outras entidades. Entre as atividades, houve intervenções como a disposição de sapatos femininos pela via, simbolizando vítimas de feminicídio, e uma instalação de bonecas em frente ao Fórum Pedro Lessa, que denuncia a violência contra crianças e casos de abusos.

Segundo a coordenadora Alice Ferreira, a ação cobra ações efetivas do poder público e a aprovação de um projeto de lei que criminalize a misoginia. Em SP, o movimento também destacou números alarmantes: 270 mulheres foram assassinadas em 2025, alta significativa em relação a 2021, segundo dados locais. O protesto mencionou ainda a defesa do fim da escala 6×1, da violência política e do controle de corpos e vozes femininas. Luana Bife, da direção da CUT SP, reforçou a importância de políticas públicas permanentes para a vida das mulheres e a redução da jornada de trabalho como medidas de proteção.

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Mudanças defendidas pelos participantes incluem a intensificação de políticas públicas, debates sobre direitos trabalhistas e pressões por ações concretas do Judiciário, Legislativo e Executivo no enfrentamento da violência de gênero. O ato reuniu representantes de movimentos sociais, estudantis e sindicais para cobrar medidas efetivas e orçamento adequado.

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