- Milhares de mulheres fizeram uma marcha em Copacabana, no Rio de Janeiro, pelo Dia Internacional das Mulheres, pedindo paz, igualdade de direitos e fim da violência de gênero.
- As pautas incluíram aumento de orçamento para políticas públicas de igualdade, criminalização de ódio contra mulheres, ampliação de licenças-maternidade e paternidade, crédito para mulheres empreendedoras e educação inclusiva.
- O manifesto foi lido por representantes de coletivos feministas, com ações como a faixa “Juntas somos gigantes” e a paródia de uma música, além de cânticos como “Todas vivas!”.
- A tônica do ato foi o fim da violência de gênero, lembrando casos recentes como o atropelamento de Tainara Souza Santos e o estupro coletivo ocorrido na mesma Copacabana.
- O protesto reuniu várias gerações e contou com participação masculina, destacando a importância da educação para promover mudanças culturais e reduzir a violência.
No Rio de Janeiro, o Dia Internacional das Mulheres ganhou as ruas com uma marcha na Praia de Copacabana. Milhares de pessoas protestaram contra o feminicídio e a violência de gênero, além de pedir mais recursos para políticas públicas de igualdade.
O carro de som foi ocupado por representantes de coletivos feministas, que leram um manifesto com pautas variadas. Entre as reivindicações estão a criminalização de grupos que promovem ódio às mulheres, a ampliação de licenças-maternidade e paternidade, linhas de crédito para mulheres empreendedoras e espaços educativos inclusivos para crianças com deficiência ou neurodivergentes. Também houve defesa do fim da escala 6×1 no trabalho.
A tônica do ato foi o fim da violência contra mulheres, com menções a casos recentes que ganharam repercussão na cidade, incluindo mortes e agressões ocorridas na região de Copacabana. A mobilização contou com canções adaptadas de músicas populares e uma performance que lembrou mulheres mortas pela violência de gênero.
Fim da Violência
A marcha reuniu gerações distintas de mulheres. Uma participante mostrou a participação da filha de sete anos, com cartaz que incentiva a luta pelos direitos. Entre as inspirações citadas, esteve a figura de uma vereadora assassinada, associada à resistência e à defesa de direitos das mulheres.
Artistas presentes encabeçaram momentos de reflexão, destacando a necessidade de resistência coletiva frente a violências de gênero e a proteger o direito das meninas e mulheres a viver sem medo. A participação de apoiadores homens também foi retratada como parte do movimento por igualdade.
Participação de diferentes gerações
Membros do movimento destacaram a importância de educar desde cedo para combater a cultura misógina. Relatos indicaram que a transformação cultural depende de ações governamentais, políticas públicas e envolvimento das famílias. O objetivo é ampliar o entendimento sobre direitos das mulheres e reduzir a violência em todas as suas formas.
Convocação à participação masculina
Entre os presentes houve relatos de pais que levaram filhos para o ato, reforçando a ideia de que a igualdade passa pela participação de homens na criação e no enfrentamento a comportamentos machistas. Organizações pediram que homens contribuam ativamente para a construção de uma sociedade mais justa e segura para todas.
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