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Gabinete de Ibaneis negocia créditos com fundo da Reag investigada no caso Master

Escritório de Ibaneis fechou contrato com fundo da Reag, investigada no caso Master; oposição cobra apuração de relação econômica entre governador e BRB

Ibaneis Rocha — Foto: TV Globo
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  • Em maio de 2024, o escritório Ibaneis Advocacia firmou contrato milionário com um fundo da Reag Investimentos (atual Pedra Azul FIDC), ligado ao Banco Master.
  • O BRB investiu R$ 16,7 bilhões no Master entre 2024 e 2025 e tentou adquirir o banco; a operação foi barrada pelo Banco Central, e o Master foi liquidado extrajudicialmente.
  • O executivo Marcos Ferreira Costa, ligado à Reag, aparece como representante da Reag na assembleia de acionistas do BRB, na qual a Reag já detinha mais de 10% das ações preferenciais.
  • A oposição pediu ao STF que apure possível relação econômica privada entre o governador Ibaneis Rocha e a Reag; a defesa afirma que Ibaneis está afastado do escritório desde 2018 e que não participou das negociações.
  • A Reag é investigada pela Polícia Federal em desdobramentos ligados ao Master e à operação Compliance Zero, com indícios de uso de fundos para irregularidades e possível lavagem de dinheiro; a CBSF, antiga Reag Trust DTVM, também está sob escrutínio.

O escritório de Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal, fechou em maio de 2024 um contrato milionário com um fundo da Reag Investimentos, hoje chamado Pedra Azul FIDC. A operação envolve suposta atuação da Reag em estruturas de fundos investigados no caso Master. Ibaneis nega participação nas negociações.

Ao longo de 2024, o BRB — controlador do governo do DF — investiu 16,7 bilhões de reais no Banco Master e tentou adquirir o banco. A operação foi barrada pelo Banco Central, e o BRB busca recuperar os recursos aportados, que já geraram suspeitas de irregularidades.

A oposição ao governador entregou ao STF uma representação sobre uma possível relação econômica privada entre Ibaneis e a Reag. O material foi divulgado pelo blog de Malu Gaspar e teve acesso ao g1 DF a documentação correspondente.

No contrato de 2024, o Ibaneis Advocacia e Consultoria e outra firma de advocacia teriam cedido créditos ao fundo Reag Legal Claims, hoje Pedra Azul FIDC. Em troca, os escritórios teriam recebido antecipação de honorários, sem detalhar o deságio.

Segundo registros da CVM, Marcos Ferreira Costa, ligado à Reag, atua como diretor do Pedra Azul FIDC. Ele também aparece, um ano depois, como representante da Reag na assembleia de acionistas do BRB, que aprovou aumento de capital.

A Reag é alvo de investigações recentes. O Banco Central determinou a liquidação da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, antiga Reag Trust DTVM, no âmbito da segunda fase da Operação Compliance Zero. Há ainda apurações sobre supostos fundos usados para fraudes e lavagem de dinheiro.

A defesa de Ibaneis informou que o governador está afastado do escritório desde 2018 e não participou de negociações com Marcos Ferreira Costa ou outros representantes da Reag. A íntegra da defesa foi encaminhada pela assessoria do governador.

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