- A Polícia Civil de Pernambuco concluiu o inquérito sobre o incêndio nas casas de Antônio Rueda e de sua irmã, em Serrambi (PE), ocorrido em 11 de março de 2024; não houve identificação de mandante.
- Quatro pessoas foram indiciadas por incêndio criminoso: dois vigilantes e duas diaristas; os indiciados foram apontados como executor(es), não como mandante.
- A perícia comprovou que o fogo foi iniciado de forma intencional, com múltiplos focos e início simultâneo nas duas residências.
- A investigação cruzou dados de celular, telemática e imagens de câmeras, indicando planejamento e uso de poucas câmeras de segurança no local.
- O relatório final foi encaminhado ao Ministério Público de Pernambuco para decisão sobre denúncia e também ao Supremo Tribunal Federal, sem indícios contra o deputado Luciano Bivar no caso do incêndio.
A Polícia Civil de Pernambuco concluiu o inquérito sobre o incêndio que atingiu as casas do presidente do União Brasil, Antônio Rueda, e de sua irmã, Maria Emília Rueda, em Serrambi (PE). O fogo ocorreu em 11 de março de 2024, em imóveis de praia parcialmente destruídos, em uma ação criminosa.
Ao longo de dois anos de investigação, não foi identificado um mandante. Quatro suspeitos foram indiciados por incêndio criminoso: dois vigilantes e duas diaristas. A polícia afirma que o crime teve execução múltipla e ocorreu em hora posterior ao anoitecer, com poucos dispositivos de segurança no local.
A Polícia Civil aponta que o relatório final foi encaminhado ao Ministério Público de Pernambuco para avaliação de denúncia. Também foi enviado ao STF, onde tramita ação relacionada a ameaças feitas a Rueda, em sigilo, sob relatoria de Nunes Marques. Não há indícios contra o deputado Luciano Bivar no caso do incêndio.
Indiciados e papéis
- Vigilante 1 da usina: central na coordenação e um dos executores. Estava de plantão, usou o telefone da usina e foi apontado com transferência de R$ 20 para posto de combustíveis, além de tentar apagar registros de ligações.
- Vigilante 2 da usina: coautor do incêndio. Alegou estar em folga, mas sinais de celular o desmentiram; possui histórico de 20 ocorrências de incêndio em serviço anterior.
- Diarista vizinha: recebeu ligações do vigilante durante o crime e forneceu informações em tempo real. Trabalha próximo aos imóveis incendiados e apresentou contradições sobre seu paradeiro.
- Diarista da casa da irmã: detinha as chaves da residência de Maria Emília Rueda, facilitando a entrada dos executores sem arrombamento.
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