- ACM Neto, vice-presidente do União Brasil, afirmou ter recebido R$ 3,6 milhões do Banco Master e da gestora Reag, entre o fim de 2022 e maio de 2024, a título de serviços de consultoria.
- Os pagamentos teriam ocorrido quando ele já não exercia cargo público, conforme a declaração dele, e teriam sido apoiados por reuniões com equipes técnicas e jurídicas dos contratantes.
- Neto criou a empresa A&M Consultoria Ltda. no final de 2022 e diz ter prestado serviços formais, com impostos recolhidos, a clientes como Banco Master e Reag.
- Segundo o voto dele, não houve irregularidades nos trabalhos realizados nem relação com temas sob investigação, e os contratos foram encerrados após a conclusão dos serviços.
- O ex-prefeito de Salvador criticou a divulgação parcial do documento vazado, afirmando que se trata de informações protegidas por sigilo bancário e fiscal.
A primeira apuração aponta que ACM Neto, vice-presidente do União Brasil, teve uma empresa de consultoria beneficiada por pagamentos de 3,6 milhões de reais. Os recursos partiram do Banco Master, ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, e da gestora Reag, conforme registros ao Coaf. A divulgação foi feita pelo jornal O Globo nesta quarta-feira.
Os pagamentos ocorreram entre o final de 2022 e maio de 2024, quando Neto já não ocupava cargo público. A transferência foi apresentada como remuneração por serviços de consultoria prestados pela empresa de Neto, a A&M Consultoria LTDA, segundo o documento.
A divulgação ressalta que a relação ocorreu mediante contratos formais e recolhimento de impostos. Os serviços teriam foco na análise da agenda político-econômica nacional, com diversas reuniões entre as partes.
Declaração de ACM Neto
No período pós-gestões públicas, Neto afirma ter constituído a A&M e ter prestado serviços aos clientes citados. Segundo ele, as atividades foram efetivamente financiadas por contratos legais, com serviços de consultoria executados e recolhimento fiscal em dia.
O ex-prefeito de Salvador afirma que não houve irregularidade nos serviços prestados e que não havia relação com temas sob investigação. Neto critica a divulgação de informações de forma seletiva e fragmentada, sem acesso ao documento completo.
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