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Pesquisa aponta que Master compromete STF e usa impeachment como palanque

Pesquisa associa caso Master ao STF na arena eleitoral, com maioria duvidando que 8 de janeiro foi golpe e impeachment atraindo 44% dos eleitores

O ministro Alexandre de Moraes voltou a exibir vídeo do 8 de Janeiro durante o julgamento da trama golpista
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  • A pesquisa mostra que associar o caso Master ao STF mudou a percepção sobre a gravidade da tentativa de golpe de 8 de janeiro.
  • Foram mil quinhentas entrevistas por telefone, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos.
  • Hoje, mais da metade dos brasileiros não acredita que a depredação aos Três Poderes em 8 de janeiro tenha sido uma tentativa de golpe.
  • Entre quem conhece o caso Master, a maioria enxerga o Supremo como matriz da crise, e quase setenta por cento afirma que a imagem da corte foi abalada.
  • A defesa do impeachment de ministros da corte passou a atrair 44% dos eleitores; 33% dizem que a plataforma nem atrai nem afasta; 15,5% rejeitam candidatos com essa agenda.

O caso Master chegou à imprensa com impacto direto na percepção sobre o Supremo Tribunal Federal (STF). A primeira pesquisa a mensurar esse efeito aponta que a associação entre o episódio e ministros da corte relativizou a gravidade da tentativa de golpe de 8 de janeiro e elevou a utilidade da pauta de impeachment na campanha eleitoral.

O levantamento, realizado pelo Ideia em parceria com o Meio, ouviu 1.500 pessoas por telefone e apresentou margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos. Os dados indicam queda na crença de que houve uma depredação orquestrada aos Três Poderes como tentativa de golpe.

Entre os entrevistados que conhecem o caso Master, a maioria vê o STF como o polo central da crise, e quase 70% afirmam que a imagem da corte foi abalada pelo episódio. Esses resultados corroboram previsões de especialistas em comunicação política sobre o uso do STF como tema relevante na eleição de 2026.

Resultados da pesquisa

A defesa do impeachment de ministros da corte ganhou força entre os eleitores, atingindo 44% do citado grupo. Outros 33% afirmam que essa pauta não os atrai nem os afasta, enquanto 15,5% dizem rejeitar candidatos com esse foco. Com isso, o Supremo aparece como elemento da pauta eleitoral em uma nova configuração.

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