- Darren Beattie, assessor de Donald Trump, teve o visto para entrar no Brasil revogado e a visita a Jair Bolsonaro negada.
- Beattie é secretário assistente interino de Estado para assuntos educacionais e culturais e crítico do governo Lula e do ministro Alexandre de Moraes.
- Lula disse que a proibição ao visto de Beattie está ligada à não concessão de vistos ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
- Moraes revogou a autorização de visita de Beattie a Bolsonaro, que havia sido marcada para o dia dezoito;后来 houve recuos na decisão.
- O Itamaraty classificou a atuação de Beattie como má-fé, e informou que a agenda diplomática não foi solicitada pelo assessor até o momento, gerando questionamentos sobre ingerência indevida.
Darren Beattie, assessor de Donald Trump, teve o visto para entrar no Brasil revogado e a visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, prevista para a próxima semana, negada pela Justiça.
Beattie ocupa o cargo de assessor responsável por acompanhar assuntos relacionados ao Brasil e é secretário assistente interino de Estado para educação e cultura. O profissional já criticou o governo Lula e o ministro Alexandre de Moraes.
Em agosto do ano passado, ele atacou Moraes em redes sociais, qualificando o ministro como arquiteto de censura contra Bolsonaro. A afirmação gerou controvérsia e repercussão política.
Hoje, o presidente Lula afirmou que a proibição do visto está ligada à não concessão de vistos para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, cuja autorização tinha ficado bloqueada. Padilha e a família enfrentaram entraves no segundo semestre do ano anterior.
Na noite de ontem, Moraes revogou a autorização de visita de Beattie a Bolsonaro. A decisão revés ocorreu após ter autorizado a visita para o dia 18, com a possibilidade de o assessor ser acompanhado de intérprete.
Apesar de o Itamaraty informar que Beattie havia pedido agenda diplomática, a Folha de S. Paulo aponta que o assessor só solicitou encontros com autoridades brasileiras após a solicitação de Bolsonaro. Não houve confirmação de reuniões com o governo.
Desdobramentos
O Itamaraty destacou que uma eventual visita ao ex-presidente Bolsonaro, preso, num ano eleitoral, poderia configurar ingerência indevida segundo a legislação internacional. O STF não confirmou todas as agendas solicitadas até o momento.
O Itamaraty classificou a postura de Beattie como de má-fé, citando reciprocidade: Estados soberanos podem negar vistos a quem não informa claramente as intenções. O documento reforça que o processamento ocorreu com a justificativa apresentada pelo Departamento de Estado.
O Itamaraty afirmou ainda que, no pedido de visto, não constava menção a encontros não informados previamente. A notícia também envolve a decisão de revogação do visto pela Justiça brasileira e o ritmo das negociações entre Brasil e EUA.
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