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CPMI do INSS recorre ao STF para prorrogar trabalhos, sob resistência de Alcolumbre

CPMI do INSS recorre ao STF para prorrogar em 120 dias os trabalhos; sem decisão, apuração pode terminar em 28 de março

O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), conversa com o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG). Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
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  • A CPMI que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) entrou com pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para estender em 120 dias os trabalhos, com o prazo atual encerrando em 28 de março.
  • O recurso ao STF foi apresentado na noite de sexta-feira, 13, buscando uma liminar para prorrogar as atividades da comissão e que o tribunal declare ilegal e inconstitucional a suposta omissão da cúpula do Congresso em apreciá-lo.
  • O documento é assinado pelo presidente da CPMI, Carlos Viana (Partido Liberal, Podemos), e pelo relator, Alfredo Gaspar (União – Alagoas).
  • O pedido de prorrogação já reúne 175 deputados federais e 29 senadores, número acima do mínimo de um terço dos membros de cada Casa.
  • Os parlamentares argumentam que, sem decisão judicial, o prazo pode vencer antes da análise do requerimento, o que atrapalharia a continuidade das investigações, que ainda visam ouvir novas testemunhas e analisar grandes volumes de dados obtidos por quebras de sigilo.

A CPMI que apura irregularidades no INSS recorreu ao STF para prorrogar seus trabalhos por mais 120 dias. A investigação, segundo a própria comissão, terminaria em 28 de março. O pedido de extensão foi acionado após resistência de Davi Alcolumbre, presidente do Congresso, ainda no fim de 2025.

A decisão de buscar a prorrogação foi anunciada pela cúpula da CPMI. O recurso foi apresentado na noite de sexta-feira, 13, ao Supremo Tribunal Federal. O pedido também visa uma liminar que autorize a prorrogação e que o tribunal reconheça ilegal a suposta omissão da Mesa Diretora do Congresso.

No documento, o presidente da CPMI, Carlos Viana, e o relator, Alfredo Gaspar, afirmam que a extensão é necessária para concluir a apuração. Alega-se que a demora impede a continuidade da análise de documentos e de dados obtidos por quebras de sigilo.

Segundo a comissão, o requerimento já foi protocolado em dezembro de 2025. Ele conta com 175 deputados federais e 29 senadores, número superior ao mínimo de um terço das respectivas Casas. A CPMI ressalta que o prazo atual pode terminar sem permitir o avanço das investigações.

A defesa da CPMI sustenta que a extensão é essencial para ouvir novas testemunhas e dar seguimento ao processamento das informações recebidas. O mandado de segurança aponta que a prorrogação é um direito de investigação da minoria parlamentar.

> O texto enfatiza que a decisão da Mesa Diretora não deve bloquear as atividades da CPMI. A peça chama a atenção para a necessidade de continuidade das apurações em defesa dos aposentados, pensionistas e beneficiários do INSS.

Aguardar-se-á decisão do STF sobre a liminar e a validade da prorrogação proposta. Enquanto isso, a CPMI segue com a coleta de documentos e a oitiva de testemunhas programadas para avançar no inquérito.

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