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Morre o filósofo alemão Jürgen Habermas

Morre o filósofo alemão Jürgen Habermas, aos 96 anos, figura central da Escola de Frankfurt, cuja obra moldou debates sobre democracia e sociedade

Jurgen Habermas: França e Alemanha precisam liderar uma política europeia
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  • Morreu aos 96 anos o filósofo e sociólogo alemão Jürgen Habermas, neste sábado, 14 de março, conforme anúncio da editora Suhrkamp, que citou a família.
  • Habermas foi uma das principais referências da Escola de Frankfurt e ficou conhecido por tratar de democracia, linguagem e ação social como pilares de seu pensamento.
  • Formado em filosofia, economia e literatura, destacou-se ao lado de Theodor Adorno e Max Horkheimer; tornou-se catedrático em Frankfurt após passagem pela Marburg.
  • Sua obra central, Teoria do agir comunicativo, defende que a norma de uma sociedade está na linguagem e na comunicação, buscando discurso livre de dominação.
  • Ao longo da carreira participou de debates sobre integração europeia, Bush sobre a crise do euro, intervenções internacionais e questões contemporâneas, recebendo diversos prêmios e reconhecimentos.

Morre o filósofo alemão Jürgen Habermas

O filósofo e sociólogo alemão Jürgen Habermas morreu neste sábado, aos 96 anos, conforme anunciou a editora Suhrkamp, citando a família. A morte ocorreu na Alemanha, onde Habermas viveu grande parte de sua vida pública.

Conhecido como uma das principais referências da Escola de Frankfurt, Habermas transformou-se em uma marca intelectual da Alemanha. Sua obra abordou temas centrais da democracia, da comunicação e da relação entre economia e política.

A relação com a Escola de Frankfurt

Durante a juventude, Habermas estudou filosofia, economia e literatura. O seu trabalho chamou a atenção de Theodor Adorno, que o integrou ao Instituto de Pesquisa Social de Frankfurt. Ao lado de Adorno e Horkheimer, tornou-se um dos pilares da Escola de Frankfurt.

Na década de 1960, Habermas ficou conhecido por defender participação cívica e desobediência civil, ao mesmo tempo em que se distanciou de grupos radicais, o que lhe rendeu críticas de setores da esquerda. Em 1971, assumiu o Instituto Max Planck em Starnberg e publicou a Teoria do agir comunicativo.

Trajetória e contribuições

Depois de retornar a Frankfurt em 1983, Habermas lecionou até a aposentadoria, em 1994, mantendo influência acentuada nos debates públicos alemães. Entre seus marcos está a defesa da integração europeia e a crítica a políticas de austeridade, especialmente durante a crise do euro.

Em 1999, apoiou a intervenção da Otan na guerra do Kosovo, argumentando que, em situações sem alternativa, seria aceitável recorrer à ajuda legitimada pelo direito internacional.Ao longo dos anos, houve também ampla produção de obras e debates sobre sua teoria do agir comunicativo, centrada na linguagem como fundamento da norma social.

Legado e avaliações recentes

Habermas dedicou-se a questionar déficits democráticos na União Europeia e a refletir sobre a lógica da guerra na arquitetura política mundial. Em 2024, publicou Es musste etwas besser werden, criticando a influência da lógica belicista nas elites ocidentais após a invasão da Ucrânia.

Recebeu diversos prêmios ao longo da carreira e teve a obra amplamente estudada, com publicações, teses e reconhecimentos internacionais. O legado de Habermas permanece presente nos debates sobre democracia, comunicação e ética pública.

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