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Escritório da família Moraes ajuíza ação contra senador por declarações sobre PCC

Escritório Barci de Moraes acionará na Justiça o relator da CPI do Crime Organizado por calúnia e difamação, após ligações entre PCC e escritório

Autor. “Não podemos esperar novos abusos para agir”, diz Alessandro Vieira – Imagem: Waldemir Barreto/Agência Senado
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  • Escritório Barci de Moraes, cuja sócia-administradora é Viviane Barci (esposa do ministro Alexandre de Moraes), acionará a Justiça contra o relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira, por suposta calúnia e difamação.
  • A ação baseia-se em declarações de Vieira em entrevista ao SBT News, que relacionou recursos da facção PCC ao escritório; o senador nega.
  • Vieira afirmou haver apurações sobre circulação de recursos entre o PCC e familiares de ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes; disse que não é razoável afirmar que a circulação é ilícita.
  • Em vídeo, Vieira disse que a possibilidade de ação judicial era esperada e que houve tentativa de intimidar; negou ter afirmado que recursos do PCC circularam nas contas do Barci de Moraes.
  • Vieira alegou ter feito referência ao recebimento de recursos do Banco Master pelo escritório; a banca confirmou prestação de serviços entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, sem detalhar valores.

O escritório de advocacia Barci de Moraes anunciou que acionará a Justiça contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE). A ação é por calúnia e difamação, com base em declarações dadas pelo relator da CPI do Crime Organizado à SBT News, na frente de emedebista.

A banca sustenta que Vieira vinculou recursos da facção PCC ao escritório da família Moraes. O parlamentar nega ter feito tal ligação e afirma que não houve relação entre o PCC e o Barci de Moraes.

Vieira alegou, em vídeo nas redes, que a possibilidade de ação era prevista e que a cobrança de eventual intimidação não condiz com a sua atuação. Ele aponta que se referia ao recebimento de recursos de um banco parceiro.

A defesa do Barci de Moraes lembra que a banca teve contrato de prestação de serviços com o Banco Master entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, sem detalhar valores. Afirmam que não houve atuação junto ao STF pelos Moraes.

Contexto

A denúncia ocorre no contexto da CPI do Crime Organizado, cujo relator é Vieira. O senador também promoveu a instalação da CPI da Toga Master, para investigar relações entre o Banco Master e ministros do STF. A decisão final cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

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