- Brasil apresentou a primeira revisão do plano climático nacional desde 2008, com vigência até 2035, ampliando o foco para adaptação e implementação, com uso da terra no centro da estratégia.
- A mudança no uso da terra permanece como principal fonte de emissões, respondendo por quase metade do total, com grande impacto na região amazônica.
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comprometeu-se a eliminar o desmatamento até 2030.
- A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse que reduzir emissões também significa proteger populações vulneráveis diante de eventos climáticos extremos.
- O Observatório do Clima elogiou a abrangência do plano, mas afirmou que ainda há falta de ambição para a transição completa de combustíveis fósseis e para uma transformação econômica alinhada à meta de 1,5°C.
O Brasil apresentou na segunda-feira uma versão atualizada de seu plano climático nacional. A revisão é a primeira desde 2008 e vai até 2035, com foco central no desmatamento para reduzir emissões. O anúncio foi feito com base na cobertura da Bloomberg.
O novo documento amplia o escopo ao incluir adaptação e implementação. O uso da terra fica no centro da estratégia, refletindo a maior parcela de emissões associadas à mudança no manejo de florestas, sobretudo na Amazônia. Lula já havia se comprometido a eliminar o desmatamento até 2030.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, aponta que reduzir emissões e fortalecer a resiliência visa proteger populações vulneráveis diante de chuvas intensas, secas e ondas de calor. O objetivo é conter os impactos da emergência climática.
Avaliação inicial do Observatório do Clima
Uma avaliação preliminar do Observatório do Clima, que reúne organizações ambientais e pesquisadores, elogia a participação de diversos ministérios. A crítica aponta, porém, que a ambição para a transição longe dos fósseis ainda não está clara.
Claudio Angelo, do Observatório, destaca que o plano atualizado é mais amplo que a versão de 2008. Segundo ele, ele abrange setores, incorpora adaptação e inicia a discussão sobre implementação.
Ainda segundo o observatório, o plano não apresenta de modo suficiente a transformação econômica necessária. A avaliação ressalta a importância de metas mais ousadas para sustentar o compromisso com o acordo global.
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