- O ministro André Mendonça afirmou haver provas de que a deputada Maria Gorete Pereira utilizou recursos desviados de aposentados e pensionistas do INSS para comprar um apartamento de 4,43 milhões de reais e um veículo de luxo acima de 400 mil reais.
- A decisão autorizou 19 buscas e apreensões e aponta a atuação da parlamentar em grupo criminoso ligado à articulação política e a descontos indevidos em benefícios previdenciários.
- Investigações indicam transferências de valores para contas da deputada vindos de uma empresa de fachada ligada ao esquema, a SOP Processamento de Dados Ltda, administrada por uma sobrinha da parlamentar.
- Embora o imóvel esteja registrado em nome da empresa, há evidências de que a propriedade seria da deputada, incluindo pagamentos diretos e serviços no imóvel identificando-a como contratante.
- A PF, em parceria com a CGU, deflagrou nova fase da operação Sem Desconto; apura crimes como inserção de dados falsos, organização criminosa, estelionato previdenciário e ocultação/dilapidação de patrimônio; Gorete Pereira está monitorada por tornozeleira eletrônica, sem prisão.
- A defesa da deputada informou que ela não praticou atos ilícitos e que as informações divulgadas não refletem a realidade dos fatos.
Na manhã desta terça-feira, a Polícia Federal, em parceria com a CGU, deflagrou a nova fase da Operação Sem Desconto. A ação envolve suspeitas de descontos não autorizados em benefícios do INSS e busca evidências de desvio de recursos de aposentados e pensionistas.
O foco é a deputada Maria Gorete Pereira (MDB-CE). Segundo o ministro André Mendonça, há indícios de que ela utilizou recursos desviados para adquirir um apartamento de cerca de R$ 4,4 milhões e um veículo de luxo superior a R$ 400 mil. A investigação aponta participação em grupo criminoso ligado à articulação política.
Detalhes da investigação
As investigações da PF identificaram transferências elevadas para contas da deputada, vindas de uma empresa de fachada ligada ao esquema, a SOP Processamento de Dados Ltda. Documentos apontam que a empresa, administrada por uma sobrinha da deputada, foi usada na compra do imóvel.
Embora o imóvel esteja registrado em nome da empresa, há indícios de que a propriedade seria da deputada, incluindo pagamentos diretos por Gorete Pereira e serviços que a identificam como contratante. A PF também aponta uso de recursos indevidamente subtraídos de aposentados.
A decisão que autorizou as buscas foi proferida pelo ministro Mendonça, responsável por autorizar 19 mandados. Além de crimes como inserção de dados falsos e organização criminosa, também são apurados estelionato previdenciário e ocultação de patrimônio.
Situação processual
Mesmo com o pedido de prisão preventiva, formulado pela PGR e pela PF, Gorete Pereira teve apenas medidas cautelares aplicadas, incluindo monitoramento por tornozeleira eletrônica. A defesa divulgou nota afirmando que a deputada não cometeu ilícitos e que o conteúdo divulgado não reflete os fatos.
A defesa informou que analisa a decisão e que o advogado da parlamentar, Waldir Xavier, se manifestará após avaliação detalhada. A parlamentar mantém o compromisso com a legalidade e a transparência, segundo o comunicado.
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