- O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça tende a não ordenar o depoimento de Fábio Lula da Silva, o Lulinha, pela Polícia Federal; se a PF achar relevante, caberá à instituição manifestar interesse ao ministro.
- Lulinha vive em Madri, na Espanha, desde julho do ano passado.
- O caso envolve a citação de Lulinha no depoimento de Edson Claro, ex-funcionário de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, que alegou ter ouvido uma mesada de 300 mil reais a Fábio.
- Nesta segunda-feira, 16, a defesa de Lulinha admitiu ao STF a viagem dele a Portugal, a convite de Antunes, mas negou que houvesse relação próxima entre eles; a viagem foi paga pelo operador.
- Os advogados de Fábio afirmam que a viagem, para um evento sobre canabidiol medicinal, tería chamado a atenção do filho do presidente por ele ter uma sobrinha que usa o medicamento; Lulinha também planeja abrir uma empresa no ramo.
O ministro do STF André Mendonça tende a não determinar que a Polícia Federal colha o depoimento de Fábio Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. Caso a PF julgue oitiva relevante, caberá à corporação manifestar interesse ao ministro.
Lulinha foi citado em depoimento de um ex-funcionário de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Edson Claro afirmou ter ouvido do empresário o relato sobre uma possível mesada de 300 mil reais ao filho do presidente.
A defesa de Fábio admitiu ao STF uma viagem de Lulinha a Portugal, a convite de Antunes, mas negou relação próxima entre eles. A viagem foi financiada pelo operador. Os advogados sustentam que o interesse partiu de oitiva sobre um evento de canabidiol medicinal, motivo ligado à sobrinha que faz uso do medicamento.
O filho do presidente reside em Madri desde julho do ano passado, onde se mudou por motivos pessoais. Ele informou estar à disposição das autoridades e poderá retornar ao Brasil para esclarecer eventuais questions, se for chamado.
Situação de depoimento e deslocamento do filho do presidente
A defesa afirmou que a viagem a Portugal teve finalidade compatível com o interesse público, sem confirmar vínculos estreitos com Antunes. A PF ainda não indicou se fará a oitiva, cabendo ao Ministério Público ou à própria PF requerer o depoimento, se considerar necessário.
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